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Fundos norte-americanos podem investir em projetos de inovação no Brasil |
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Rio de Janeiro - A Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), vinculada ao Ministério da Ciência e Tecnologia, está em busca de investidores para os fundos de capital de risco (venture capital). A Finep investe nesses fundos que, por usa vez, investem em projetos inovadores de empresas nacionais. Por isso, a diretoria da entidade recebeu ontem uma delegação de representantes de 13 fundos de pensão dos Estados Unidos, cujo patrimônio global supera US$ 200 bilhões. “O objetivo atrair novos investidores para que esses fundos se multipliquem e aumentem o dinheiro que eles têm para investir em inovação no Brasil”, disse o diretor da Área de Inovação da Finep, Eduardo Costa. Para ele, a visita dos norte-americanos é importante porque abre a possibilidade de o país começar a receber recursos direto de investidores estrangeiros nos novos fundos de capital de risco. “A partir do ano passado, o Brasil entrou no radar dos estrangeiros que canalizam parte dos seus recursos para os chamados países emergentes”. Segundo Costa, nos últimos 12 anos esses fundos investiram muito dinheiro na China e nos últimos quatro anos, na Índia. “Do ano passado para cá aumentou muito o interesse no Brasil. Agora chegou a vez de a gente receber esse fluxo de capitais estrangeiros que vai ser muito importante para a indústria de venture capital aqui”. Ele informou também que enquanto os fundos brasileiros de pensão têm cerca de R$ 350 bilhões para investimento, todos os fundos dos Estados Unidos contam com US$ 17 trilhões para investir. “Então eles pegam uma parte desse dinheiro e investem em países emergentes para distribuir o risco das aplicações deles”. Na avaliação dele, o Brasil despertou interesse por causa dos biocombustíveis, com destaque para o etanol, e da possibilidade de que esse produto venha a substituir parte do consumo norte-americano de petróleo. “Isso fez com que o Brasil entrasse na agenda de todo mundo”, destacou. Além dos biocombustíveis, acrescentou o diretor, o interesse dos fundos norte-americanos estaria concentrado na área de energias renováveis, além de setores clássicos como biotecnologia, tecnologia da informação e infra-estrutura. Costa estima que os primeiros investimentos possam ser viabilizados nos próximos seis meses. Os fundos nos quais a Finep está investindo têm orçamento de R$ 600 milhões em 2007. Desse total, R$ 100 milhões foram aplicados pela Finep e o restante é de outros investidores, com destaque para os fundos de pensão. A visita da comitiva norte-americana termina na próxima sexta-feira (14). Ela é organizada pela Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (Abdi) e pela Associação Brasileira de Private Equity e Venture Capital. (Agência Brasil) |
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