OPINIÃO
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Francilene Costa Galvão *

   

13 de outubro: dia da terapia ocupacional

A Terapia Ocupacional é uma profissão da área da saúde que utiliza como instrumento de trabalho, a Atividade Humana, tudo que significa o fazer do homem em sua vida cotidiana.

A partir dessa compreensão e da análise das condições físicas, sensoriais, perspectivas, psíquicas, cognitivas, emocionais e sociais que podm afetar esse fazer, o Terapeuta Ocupacional poderá favorecer a construção de um novo cotidiano, permitindo ao sujeito sua inclusão social, como ser ativo e participativo, tendo como meta o desenvolvimento de sua funções práxicas para alcançar uma melhor qualidade de vida.

A história da Terapia Ocupacional se registra em datas longínquas em que o trabalho, a divisão e o treinamento eram os meios pelos quais se tratavam portadores de alguma moléstia proporcionando benefícios aos mesmos.

O autor Finger (1986), em sua obra, fala que a ocupação e diversão trazem benefícios aos indivíduos portadores de moléstias, sendo reconhecida há algum tempo pela medicina, que registra esses acontecimentos em sua própria história.

A profissão encontra seus precursores históricos entre gregos e romanos na antiguidade onde se acreditava que os trabalhos, exercícios, artes e artesanatos poderiam “curar” aqueles que estivessem possuídos pelo “demônio”, e a todos os doentes eram oferecidos ocupações com o propósito de manter o ambiente tranqüilo e favorecer o contato com “Deus”.

A ocupação como tratamento foi usada há muito tempo, e com a Revolução Francesa no ano de 1789, ocorreu o surgimento da Terapia Ocupacional com tratamentos de humanização para pacientes mentais.

Os Terapeutas Ocupacionais, nos dias atuais, estão aptos a atuar de forma abrangente em todas as áreas que envolvem a saúde do homem como na prevenção, na cura e na reabilitação de pacientes atingidos por diversas doenças. Trabalha com indivíduos de todas as idades (crianças, adultos e idosos), entendendo, principalmente de atividades, sejam elas motoras, intelectuais, recreativas, lúdicas, expressivas e profissionalizantes.

É muito comum pensarem que o Terapeuta Ocupacional é o profissional que ocupa as pessoas, daí popularmente usarem com freqüência, os termos inadequadamente como sinônimos.

A Terapia Ocupacional busca um maior reconhecimento da sociedade acreana, apesar de ter uma presença expressiva em serviços públicos de saúde.

O mercado de trabalho em nosso estado, conta atualmente com 8 (Oito) Terapeutas Ocupacionais nas mais diversas especialidades, como: Geriatria/Gerontologia, Ortopedia/Traumatologia, Deficiência Visual/Auditiva/Intelectual, Psiquiatria e Saúde Ocupacional.

Os profissionais de Terapia Ocupacional do estado, podem ser encontrados nas seguintes instituições: Hosmac (Hospital de Saúde Mental do Estado do Acre), NRBC (Núcleo de Reabilitação Baseado na Comunidade), CADEV (Centro de Apoio ao Deficiente Visual), Centro Dia para Idosos, Lar dos Vicentinos e Colégio Dom Bosco.

Apesar desse quadro de profissionais, o Estado do Acre ainda é muito carente nesta modalidade de Assistência à Saúde.

Enfim, parabenizo a todos os Terapeutas Ocupacionais e nossos colegas Fisioterapeutas que se encontram em nosso estado, trabalhando em favor da melhoria da qualidade de vida de pessoas especiais, pela comemoração do Dia Nacional da Terapia Ocupacional e da Fisioterapia.

* Terapeuta Ocupacional

 

 
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Rio Branco-AC, 12 de outubro de 2006
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