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Projetos esportivos saindo do forno

Seplands e gabinete do senador Tião Viana promovem 7ª edição do curso de elaboração de projetos

 


Flaviano Schneider

Há cerca de dois anos o gabinete do senador Tião Viana iniciou profícua parceria com a Secretaria de Planejamento (Seplands) visando oferecer cursos de elaboração de projetos a variados segmentos. Ontem, foi encerrada a 7ª edição do curso que capacitou mais 20 participantes. O diferencial desta edição é que o curso foi oferecido a um segmento específico, formado por pessoas ligadas a atividades esportivas.

Como resultado prático, os grupos formados elaboraram cinco projetos, três dos quais serão encaminhados e, dependendo de aprovação, executados.

Os novos elaboradores de projetos são ligados a nove entidades e, em sua maioria, praticantes de esportes como jiu-jitsu, voleibol, capoeira, kung fu e taekwondo. Alguns deles são acadêmicos de Educação Física.

As instrutoras - a engenheira agrônoma Lara Abjdid e a administradora Mirla Lopes - pertencem ao quadro da Seplands e têm larga experiência na confecção de projetos, trabalho que executam na secretaria. Segundo Mirla, os projetos de captação de recursos da Seplands estão entre os melhores do país.

No fechamento do curso, Lara disse que o governo está aberto a todos os segmentos, mas muitas vezes a população não sabe aproveitar o que oferecem as secretarias. Ela agradeceu ao senador Tião Viana pelo incentivo dado à realização dos cursos.

Flaviano Schneider
Grupo de alunos que participou da sétima edição do curso de Elaboração de Projetos realizado pelo gabinete do senador Tião Viana e Secretaria de Planejamento

Projetos esportivos

Quatro praticantes de kung fu participaram do curso e elaboraram um projeto denominado “Projeto de promoção e divulgação do kung fu no Estado do Acre através da I Copa Norte de Kung Fu”.

A copa prevista no projeto destina-se a promover a integração entre participantes desta arte milenar chinesa na região Norte. A Super Liga Acreana de Kung Fu vai levar adiante o projeto e tentar obter recursos para sua execução.

As professoras de kung fu Teresa Cristina Fernandes, que ensina a arte marcial na Secretaria da Juventude (Seja) da Estação Experimental, e Neide Martins, com área de atuação no Bujari, explicam que está havendo um esforço muito grande de voluntários para expandir a prática do kung fu no Estado.

Segundo elas, o que mais causa prazer é o fato de os pais demonstrarem que os filhos ficam transformados ao contato com a arte marcial, tornando-se menos rebeldes.

Teresa Cristina conta que o kung fu trabalha o corpo do atleta, mas também lhe ensina noções de cidadania. “Muitos praticantes já abandonaram vícios de drogas, álcool, fumo etc”, diz. Ela reclama do pouco apoio de patrocinadores e diz que muitos atletas de kung fu têm dificuldades de participar de campeonatos por falta de recursos, outros precisam interromper a prática do esporte para arrumar emprego, mesmo já tendo participado com destaque de campeonatos, com medalhas de ouro, até mesmo no mundialito da categoria.

As professoras contam que, mesmo com todas as dificuldades, o kung fu está sendo praticado em quase todos os bairros periféricos de Rio Branco. Os instrutores geralmente são do próprio bairro.

Projetos esportivos

Quatro praticantes de kung fu participaram do curso e elaboraram um projeto denominado “Projeto de promoção e divulgação do kung fu no Estado do Acre através da I Copa Norte de Kung Fu”.

A copa prevista no projeto destina-se a promover a integração entre participantes desta arte milenar chinesa na região Norte. A Super Liga Acreana de Kung Fu vai levar adiante o projeto e tentar obter recursos para sua execução.

As professoras de kung fu Teresa Cristina Fernandes, que ensina a arte marcial na Secretaria da Juventude (Seja) da Estação Experimental, e Neide Martins, com área de atuação no Bujari, explicam que está havendo um esforço muito grande de voluntários para expandir a prática do kung fu no Estado.

Segundo elas, o que mais causa prazer é o fato de os pais demonstrarem que os filhos ficam transformados ao contato com a arte marcial, tornando-se menos rebeldes.

Teresa Cristina conta que o kung fu trabalha o corpo do atleta, mas também lhe ensina noções de cidadania. “Muitos praticantes já abandonaram vícios de drogas, álcool, fumo etc”, diz. Ela reclama do pouco apoio de patrocinadores e diz que muitos atletas de kung fu têm dificuldades de participar de campeonatos por falta de recursos, outros precisam interromper a prática do esporte para arrumar emprego, mesmo já tendo participado com destaque de campeonatos, com medalhas de ouro, até mesmo no mundialito da categoria.

As professoras contam que, mesmo com todas as dificuldades, o kung fu está sendo praticado em quase todos os bairros periféricos de Rio Branco. Os instrutores geralmente são do próprio bairro.

Circuito de vôlei de praia

Outro grupo de participantes, ligados ao voleibol, formulou um projeto que também deverá ser levado adiante: trata-se do projeto “Circuito de Vôlei de Praia”, que deverá acontecer no ano que vem entre os meses de março a novembro. O projeto deverá ser tocado pela “Liga Acreana de Voleibol”, entidade em processo final de instalação. A competição em questão se desenrolará em 5 etapas, envolvendo em cada etapa 12 duplas femininas e 12 duplas masculinas, num total de 44 jogos por etapa.

O circuito envolverá ainda a participação de cerca de 20 profissionais da área por etapa e prevê o intercâmbio com atletas de outros estados. Segundo o técnico de vôlei, Alex Sandro Dantas, um dos elaboradores do projeto e entusiasta da criação da Liga Acreana de Voleibol, o projeto, sendo executado, promoverá um incremento da modalidade esportiva na capital entre novatos, o aprimoramento da técnica para cerca de 100 atletas e envolverá mais de duas mil pessoas em suas atividades. Além dos eventos esportivos, o projeto prevê uma ampla gama de atividades culturais, musicais, artísticas como estratégia para atrair o público.

Outro grupo, formado por praticantes de esportes variados idealizou projeto para montagem de uma escolinha de artes marciais, abrangendo a capoeira, o jiu-jitsu e o taekwondo, destinado a menores carentes. A escolinha denominada no projeto de “Lutando pela Cidadania” realizaria sessões de prática dos esportes citados três vezes por semana, beneficiando 90 alunos por período (manhã e tarde). Segundo Cláudio Roberto Souza, professor de jiu-jitsu, os custos do projeto todo seriam de 47 mil reais e incluiria o aluguel de um galpão, roupas, alimentação.

Segundo ele, para beneficiar estas 180 crianças teria um gasto per capita anual de R$ 290, bem menos do que se gasta por mês com uma criança internada na pousada do menor.

Outro grupo foi formado por acadêmicos de Educação Física. Eles elaboraram o “Projeto de Instalação de atividades na promoção da saúde para a Terceira Idade” que pretende oferecder atividades de ginástica para idosos no Centro Cultural Lídia Hammes, no Aeroporto Velho.

Jamila Nascimento Pontes é acadêmica de Educação Física na Ufac e justifica o tema do projeto da qual participou pelo fato de sentir que há muitos idosos solitários, sem amparo até mesmo da família e que, em razão disto, têm uma péssima qualidade de vida. Ela que trabalha no Grupo de Idosos do Sesc conta que a partir de certa idade o idoso passa a ter muitos problemas de saúde como colesterol alto, osteoporose, hipertensão, muitas vezes agravadas pela solidão do abandono. O projeto do seu grupo prevê atendimento a grupos de idosos nos períodos da manhã e à tarde com ginástica e, objetiva, principalmente, o entrosamento, a conversa entre os idosos, advindo destes encontros o sentimento de solidariedade que ajuda a encarar a vida.

Outro grupo elaborou o projeto “Construção de um hotel de trânsito para atletas”.

Flaviano SchneiderInstrutoras habilitadas

Mirla Lopes é graduada em Administração pela Firb e especialista em Finanças. Ela participa desde a segunda edição do curso de Elaboração de Projetos, da parceria entre a Seplands e o gabinete do senador Tião Viana. Ela conta que na Seplands trabalha diretamente com projetos, onde adquiriu experiência

Lara Abjdid é engenheira agrônoma, também pertence ao quadro da Seplands e é especialista na confecção de projetos.

Por que aprender a elaborar projetos?

Mirla - Hoje em dia é fundamental saber elaborar um projeto. O projeto está em tudo quanto é lugar, projeto de vida, projeto financeiro, projetos de entidades sociais. Eu diria que o projeto é o primeiro passo para empreender. Com o projeto você pode elaborar seus sonhos, procurar recursos para realizá-los. Para se liberar recursos de qualquer instituição tem que ter um projeto. Então esses cursos são fundamentais. Para que os participantes saibam o roteiro, como funciona, qual a importância de se elaborar um projeto, porque ele tem que sentar, colocar ações, objetivos, metas, o porquê de tudo isso.

Os cursos realizados têm sido proveitosos?

Mirla - Têm surtido efeito. Alguns participantes já têm uma bagagem, mas não têm as idéias ordenadas. Muitos são de entidades sem fins lucrativos, como associações, sejam de trabalhadores rurais ou de bairros, eles já têm a idéia, então eles já têm o anseio. O projeto nada mais é que a formulação, ele é baseado num problema, ele surge a partir da insatisfação com alguma coisa, então, o que eles precisam é só saber ordenar isto. Ao final do curso eles saem com alguns fundamentos principais do projeto de maneira que eles podem estar lá ordenando as idéias.

O Acre é um projeto viável?

Mirla - Com certeza o Acre é um projeto viável. O desenvolvimento sustentável está aí para provar isto. Nosso estado está a pleno vapor, está um verdadeiro canteiro de obras e tudo isto foi fruto de alguém, de uma equipe de governo que acreditou que este poderia ser um projeto viável para nosso estado.

O que significa para você participar desse esforço na qualificação de pessoas?

Lara- “É um resultado muito gratificante para a gente. Pois a gente vê as pessoas exprimindo seus sonhos, fazendo projetos inspirados por eles. Então, é muito bom para a gente passar o que a gente sabe. Muitas vezes as pessoas têm um sonho mas não conseguem colocar no papel. Depois que a gente termina a parte teórica e entra na parte prática, o esforço dos participantes resulta num projeto já pronto, isto nos deixa felizes.

É difícil se obter patrocínios ou financiadores de projetos?

Lara - É. Todas as áreas têm dificuldades em conseguir financiadores, recursos para viabilizar suas atividades, mas hoje existem no país muitas fundações e outras entidades para onde o pessoal do esporte pode enviar seus projetos.

 
 
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Rio Branco-AC, 12 de novembro de 2005
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