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Incentivo à leitura Emenda de Tião Viana destina recursos para construir bibliotecas em treze municípios acreanos |
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Brasília - Treze municípios do Acre e mais de 400 outros de todas as regiões brasileiras vão dispor, a partir do início do próximo ano, de bibliotecas públicas com dois mil livros de literatura, literatura infantil, obras de referências e outras obras literárias em geral, além de DVD e computador com acesso à internet, a rede mundial de computadores. A novidade foi anunciada pelo jornalista Galeno Amorim, coordenador do Programa “Fome de Livros”, do Ministério da Cultura, ao informar que o Ministério da Fazenda acaba de repassar os R$ 24 milhões referentes uma emenda parlamentar de autoria do senador Tião Viana (PT-AC), vice-presidente do Senado, apresentada no ano passado ao Orçamento Geral da União. Os municípios acreanos que serão beneficiados com as bibliotecas são os do Bujari, Brasiléia, Capixaba, Feijó, Jordão, Mâncio Lima, Manoel Urbano, Marechal Thaumaturgo, Porto Walter, Rodrigues Alves, Santa Rosa, Senador Guiomard e Xapuri. Já existem hoje bibliotecas públicas nos municípios de Rio Branco (três), Cruzeiro do Sul (duas), Plácido de Castro (duas), Acrelândia, Assis Brasil, Epitaciolândia (a única de âmbito municipal), Porto Acre, Sena Madureira e Tarauacá. Solicitados na Comissão de Educação do Senado, os recursos da emenda do senador já estão sendo usados pela Biblioteca Nacional para adquirir livros, computadores, equipamentos eletrônicos e mobiliários, como mesas, cadeiras e estantes, que irão se transformar, em 2006, em bibliotecas nos municípios que ainda não dispõem desse tão importante instrumento de elevação educacional das pessoas. Além de levar conhecimento e discernimento para as populações dos municípios mais distantes e isolados do território acreano, a emenda de Tião Viana tem abrangência nacional porque vai atender também às necessidades de leituras de grande parte dos 14 milhões de brasileiros que não dispõem hoje, em seus municípios, de livrarias, de bancas de jornais e revistas e nem de postos de Internet. Para o próximo ano, segundo informou o Ministério da Cultura (MinC), a meta do atual governo é zerar o déficit das cidades brasileiras sem bibliotecas públicas, alcançando um objetivo social tão importante, por exemplo, que o programa Luz para Todos, que prevê a disponibilização de energia elétrica para todos os brasileiros até 2007, com a inclusão de 12 milhões de brasileiros no período. A emenda do senador foi considerada de extrema importância pelo Ministério da Cultura e os intelectuais brasileiros. O jornalista Galeno Amorim destacou que levar bibliotecas para os municípios onde elas não existem é um dos projetos mais importantes da área da cultura, da educação e da inclusão daqueles brasileiros sem acesso à leitura. “Esse é um dos projetos mais importantes já desenvolvido pelo Estado brasileiro com esse objetivo, pois vai beneficiar grande parte das 14 milhões de pessoas que não têm acesso à biblioteca, livraria, banca de jornal e à Internet”, diz o coordenador do projeto do MinC. Para Amorim, com as bibliotecas, essas pessoas vão passar a ter acesso ao livro e à leitura e, dessa forma, poderão incorporar o conteúdo de obras importantes capazes de mudar as suas vidas, na medida em que a leitura tem esse papel primordial de desenvolvimento pessoal e de desenvolvimento da cidadania. Segundo o jornalista, o MinC tem informações de cidades onde a chegada de uma biblioteca pública significou a redução do analfabetismo funcional e a redução do IDH (Índice de Desenvolvimento Humano). “As pessoas com acesso ao livro e à leitura começam a se preparar melhor para a vida nos seus diversos aspectos, não só tendo a leitura como entretenimento cultural de qualidade, que por si só já seria muito importante, mas se preparando melhor para o mercado de trabalho, para ter um salário melhor, para ter novas oportunidades e para cuidar melhor da própria família”, completa Amorim. A leitura ajuda a discernir o mundo O teatrólogo Gregório Filho, presidente da Fundação Cultural do estado, destaca que o Acre ter um parlamentar, como o senador Tião Viana, que faz uma proposta desse quilate e dessa envergadura cultural e educacional “é uma alegria e um orgulho” muito grande para o estado. “Tenho uma admiração e um carinho especial pelo senador por ele ter agido dessa maneira. Acredito que ele pode fazer ainda mais nos próximos anos e o Brasil inteiro terá mais gratidão ainda por tão elevado gesto. Acho que outros parlamentares poderiam seguir esse exemplo”, disse. Para Gregório, a sociedade deve se constituir de pessoas que possam produzir discernimento e isso se constitui de pessoas leitoras. Segundo o teatrólogo, numa sociedade letrada, o livro ganhou o status de instrumento formador de leitores. “Isso ocorre com o livro, a revista, o jornal, as imagens, os vídeos, o DVD, a televisão e a mídia em geral”, completa. Destacando que o Brasil tem um déficit grande nesse trabalho de formação de leitores, Gregório Filho assinala que não bastam só os equipamentos materiais, pois se fazem necessários também os mediadores, os promotores de leitura. “Os espaços que promovem a leitura são as bibliotecas, as casas de leitura, os centros culturais. É importante para o país disseminar, promover e traçar uma política pública de formação de leitores”. Segundo Gregório Filho, para o Acre, principalmente nos municípios mais distantes e isolados, é fundamental que as bibliotecas públicas ofereçam aos jovens, aos adolescentes e às crianças esses materiais e as equipes de promotores da leitura. “A esperança das sociedades é a leitura, é formar gerações com capacidade e qualidade no seu discernimento para melhor participar, melhor criticar e oferecer sugestões propositivas. É o caminho da esperança porque senão vai para a bandidagem, a marginalidade e o envolvimento com outras ações negativas”, completa Filho. Para Gregório, a leitura é a ação positiva na sociedade para novas gerações. “É o contato com as linguagens artísticas e as bibliotecas que ajudam e podem contribuir para melhorar o quadro dessa situação. O Acre precisa desesperadamente disso. O que eu fiz no Acre, neste um ano que estou aqui, foi chamar a atenção para isso. E o Acre é um exemplo do Brasil, pois o país inteiro precisa disso e, principalmente, as comunidades que se encontram isoladas. Pode ser um pouco missionário da minha parte, mas a minha maneira de ver o mundo é assim”, conclui o presidente da Fundação Cultural. |
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| GIRO GERAL |
| Com Moisés Alencastro |
| NA TRIBO |
| Com Roberta Lima |
| PORONGA |
| Com Leonildo Rosas |
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