PÁGINA DO EMPREENDEDOR

Festival do tambaqui proporciona inovação de pratos

Vanessa França

Durante uma semana, 19 representantes dos melhores restaurantes de Rio Branco, estiveram reunidos na cozinha do SENAC, conhecendo e aprendendo o melhor do manuseio e da preparação de pratos feitos a base de Tambaqui.

Este curso foi uma das ações que permeiam o Festival do Tambaqui que será lançado no Amazônia Rios nesta terça-feira. Para orientar os donos e cozinheiros dos restaurantes, Edegar Nascimento, assessor de restaurantes, veio à Rio Branco conhecer algumas iguarias regionais e explorar o Tambaqui utilizando os temperos e produtos mais variados. “Eu procurei mostrar que se podem fazer maravilhosos pratos com o que se tem em mãos. Fui ao mercado todos os dias e fiquei encantado com a variedade de temperos, condimentos e produtos que vocês têm. Utilizei bastante o jambu, o tucupi e a castanha”.

Segundo Alex Lima, coordenador da área de Turismo do Sebrae no Acre, o objetivo do evento é criar uma culinária regional e diversificar os pratos. “O turismo envolve um trade de empresas que precisam estar preparadas para receber bem os visitantes. A culinária é um dos atrativos e precisa ser de boa qualidade”.

No encerramento do curso que aconteceu ontem pela manhã na cozinha do Senac, os participantes se mostraram entusiasmados com o que aprenderam e dizem colocar em prática. “Achei o curso muito bom e estimulou a criatividade. Aprendemos que cozinha não tem cartilha é só conhecer os produtos e ter bom gosto” disse Diogo Lemos, dono do restaurante Via Grill.

Com os conhecimentos adquiridos os cardápios dos restaurantes vão mudar oferecendo o melhor do peixe, que é um dos alimentos mais nutritivos e de melhor absorção. “É muito bom estar se aperfeiçoando e poder oferecer o melhor aos nossos clientes. Aprendi a fazer um prato super simples feito de filé de tambaqui com gergelim que tenho certeza vai fazer sucesso” informou Elcimar Santos, dono do Restaurante Boca Cheia.

Estes pratos vão poder ser apreciados no Festival do Tambaqui que acontece em 25 restaurantes de Rio Branco de 26 de novembro a 2 de dezembro.

Lixo de Cruzeiro do Sul vira embalagem de televisão de indústria de Manaus

Sandra Assunção

O papelão recolhido no lixo de Cruzeiro do Sul, depois de reciclado, vira embalagem para aparelhos de televisão da Indústria CCE de Manaus, que vende o produto para todo o Brasil. Alumínio, cobre, bateria, plástico e garrafas de vidro recolhidos nas ruas de Cruzeiro também são vendidos á indústrias de reciclagem de Manaus.

Todo o material é levado para Manaus em balsas, enormes embarcações de aço, empurradas por barcos. O empresário Tarcísio Barbary, que começou o negócio há três anos, diz que a balsa é a melhor opção porque durante o período de chuvas, os rios são estradas naturais que ligam a região à Manaus no Amazonas. A balsa leva cerca de 20 dias no Rio Juruá, em seguida no Solimões até alcançar o Rio Negro, já na chegada de Manaus.

“Além do percurso das águas ser o mais adequado para o destino da mercadoria, a balsa é da minha família, não pago o frete e nem fico esperando o verão chegar para levar o produto pela estrada e caminhão só pode levar até 10 toneladas. De balsa levo 100 toneladas ou mais”, explica o empresário. Alguns produtos que dão mais lucro como o cobre e o alumínio, vendido a R$ 2,50 compensam a viagem. A bateria alcança R$ 70 centavos e o papelão é vendido a R$ 15 centavos.

Empreendedorismo - A família o Barbary é tradicional do comércio da região do Juruá. Há três anos, Tarcísio Barbary, 37 anos, começou a cursar Administração de Gestão Ambiental em uma universidade particular da cidade, onde problemas ambientais, como o aproveitamento do lixo, são abordados. “Em outras cidades não se vê mais latinha ou garrafas peti na rua, todo mundo junta e alguém lucra com a reciclagem. Aqui em Cruzeiro do Sul ninguém ligava para isso e neste mesmo período o comércio de minha família estava com dificuldades. Então resolvi tentar o negócio de reciclagem e deu certo. Não posso dizer que não tenho lucro, afinal sou comerciante, mas também resolvo parte do problema ambiental da cidade, com o recolhimento de parte do lixo e gero emprego e renda para mais de 100 famílias”, relata Barbary.

Todo o papelão e o alumínio já saem de Cruzeiro do Sul, prensado e embalado. Quatro empregos diretos são gerados neste processo e cerca de 150 catadores têm renda garantida com a coleta do material na cidade. Tarcísio não declara o valor total que as 100 toneladas de lixo alcança em Manaus, mas avalia que o lucro líquido seja de R$ 25 mil.

O empresário diz que a dificuldade de acesso da região do Juruá com o restante do Brasil, faz com que os comerciantes locais tenham que encontrar novos negócios e oportunidades. Ele que junto com a esposa já participou do Empretec e outros cursos do Sebrae, diz que o conhecimento influencia no potencial de trabalho de cada empresário. Quem imaginou que uma caixa de televisão vendida em qualquer estado do Brasil é feita de papelão que estava nas latas de lixo de Cruzeiro do Sul, no interior do Acre no meio da floresta Amazônica?

No caso de Tarcísio Barbary, o conhecimento, a visão de mercado e a ousadia transformam lixo em dinheiro e renda.

 

E x p e d i e n t e :
Textos publicados nesta página são de responsabilidade da Unidade de Comunicação e Marketing do Sebrae no Acre - Jornalista Responsável: Vanessa França (Registro Profissional: 3280 L-14F-89 DRT/PE) vanessa@ac.sebrae.com.br - fotos: Evandro Souza e Claudwilson Diogenes. Colaboradores: Juracy Xangai e Sandra Assunção. Sugestões, comentários e-mail para ascom@ac.sebrae.com.br

 

 
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Rio Branco-AC, 18 de dezembro de 2005
   GIRO GERAL
Com Moisés Alencastro
   NA TRIBO
Com Roberta Lima
   PORONGA
Com Leonildo Rosas
 
 
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