COTIDIANO

Confusão generalizada pode cancelar vestibular 2007 da Ufac

Falta de carteira em escola foi o pivô da confusão no domingo

Regiclay Saady
Candidatos não conseguiram
fazer as provas na hora marcada


Whilley Araújo

Uma confusão generalizada envolvendo mais de 60 candidatos ao vestibular 2007 da Universidade Federal do Acre (Ufac) poderá acarretar na anulação da primeira etapa do processo seletivo.

A falta de carteiras na escola Hermínio de Melo foi a agravante do tumulto. Pelo menos dez alunos que se sentiram prejudicados com o episódio já entraram com ação no Ministério Público Federal (MPF) pedindo anulação das provas do primeiro dia do vestibular.

O tumulto aconteceu no domingo, na escola Raimundo Hermínio de Melo, no bairro Raimundo Melo. Em cada sala em que seriam realizadas as provas havia 30 carteiras, mas o número de candidatos por sala era de 40. Segundo alunos, em duas salas não havia nenhuma carteira.

Com isso, o início do vestibular foi adiado e as provas foram aplicadas por volta das 10h30. O atraso revoltou pessoas que estavam no local e ocasionou em agressão por parte de alguns alunos a policiais federais. O tumulto causou a prisão de um dos candidatos, que foi indiciado por resistência e desacato à autoridade. O jovem prestou depoimento na Polícia Federal, foi encaminhado ao Instituto Médico Legal (IML) para fazer corpo de delito e em seguida foi liberado.

Se isso não bastasse, durante o primeiro dia de vestibular faltou energia na escola Armando Nogueira, atrasando os candidatos que faziam prova no local. Em um outro colégio, uma mulher entrou em serviço de parto durante o processo seletivo.

Apesar de todos os problemas, a segunda etapa do vestibular, realizada ontem, foi tranqüila e sem nenhum tumulto.

Candidatos pedem anulação do vestibular

Um grupo de 12 candidatos foi ontem ao Ministério Público Federal (MPF) e pediu anulação da primeira etapa do processo seletivo. Eles argumentaram desgaste emocional e alegaram que houve vazamento de informações sobre o conteúdo das provas.

As denúncias foram recebidas pelo procurador da República Marcelo de Souza, que poderá pedir, em liminar, junto à Justiça Federal, o cancelamento do primeiro dia de provas.

Porfiro diz que cancelamento ou não do vestibular será uma decisão da Justiça

O presidente da Comissão Permanente do Vestibular (Copeve), José Porfiro, falou que a decisão de anulação ou não do vestibular compete apenas à Justiça. “É uma incógnita, não podemos contestar qualquer decisão da Justiça, mas temos a certeza que não houve vazamento de informações no vestibular, pois durante o tumulto na escola não estava sendo aplicada prova no local”, destacou.

Ele informou que aproximadamente 10% dos alunos que iriam fazer vestibular na capital faltaram na primeira etapa e completou dizendo que o calendário planejado pela Copeve para divulgação dos resultados do vestibular continua o mesmo.

“Pretendemos divulgar no próximo dia 29 a lista com o nome dos candidatos aptos a terem suas redações corrigidas, e até o dia 21 de janeiro de 2007 o resultado final do vestibular, com o nome dos alunos que ingressarão na universidade”, pontuou.

 

 
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Rio Branco-AC, 12 de dezembro de 2006
   GIRO GERAL
Com Moisés Alencastro
   NA TRIBO
Com Roberta Lima
   PORONGA
Da Redação
 
 
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