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FRASE

“Não há provas contra mim. Não posso temer expor a verdade e a minha inocência.”

Deputado João Correia (PMDB), antes de entrar em greve de fome


Sérgio Valle

Craques em campo

Carioca Nepomuceno, Dulce Benício, Aníbal Diniz, Cacá Araújo e Márcio Batista pisaram no gramado da Arena da Floresta. Se fosse jogada uma bola entre eles, somente Carioca e Márcio, provavelmente, não chutariam de bico. Os demais têm habilidades noutro campo, principalmente na política e assessoria de governo. A foto é de Sérgio Vale.

Fome e corrente

João Correia (PMDB) não poderia fechar de forma mais melancólica sua passagem pela Câmara de Deputados. Aquele que se autoproclamou o melhor deputado do Acre resolveu fazer greve de fome, matando sua trajetória política por inanição. Ninguém limpa a honra dessa forma.

Garotinho

João Correia imita o ex-governador do Rio de Janeiro Anthony Garotinho, que também inventou da parar de comer e sepultou sua candidatura à Presidência da República. O curioso é que esse pessoal só resolve fazer greve de fome às segundas-feiras. Deve ser porque forram o estômago no fim de semana. No presídio é a mesma coisa.

Alimento de mosca

Acusado de receber dinheiro da Máfia das Sanguessugas, João Correia terá todas suas forças sugadas pela fome. Ele quer o julgamento do seu processo urgentemente pelo Conselho de Ética. Mas, como não é bobo, pôs em suspeição o relator, deputado Anselmo (PT/RO). A sorte de Correia é que não tinha ninguém na Câmara e ele pôde comer mosca à vontade. Se preferisse um prato exótico poderia optar por farofa de sanguessuga.

Três motivos

O deputado peemedebista bradou que Anselmo teria três motivos para prejudicá-lo: Correia votou a favor da cassação do deputado João Paulo Cunha (PT-SP), assinou o pedido de prorrogação da CPMI dos Correios e se declarou “inimigo” do governador Jorge Viana.

Matinê

Já tivemos um Garotinho fazendo greve de fome. Agora, um Sobrinho. O risco é chegarmos à sogra. Que papelão, hein, João Correia? Só falta agora ele chamar o deputado Chicão Brígido para os dois ficarem em plenário acorrentados, tipo o Sansão do século XX fazia nas matinês do Cine Rio Branco antes de quebrar as correntes, lembram?

Lula beija mão

Em 2002, pouco depois de ser anunciada como ministra do Meio Ambiente, a senadora Marina Silva foi recebida por Lula, em seu gabinete. Na época, o presidente beijou as mãos da seringueira. Ficará muito difícil para ele lavar as mãos em relação à luta que ela vem travando dentro do governo por uma política ambiental que garante o desenvolvimento sustentável.

Vitória de Lula

O jornalista Jorge Basto Moreno, do jornal O Globo, avalia em seu blog que a permanência de Marina Silva no ministério será a vitória do presidente Lula contra o restante da sua equipe. Segundo Moreno, Dilma Roussef, Guido Mantega, Henrique Meirelles e Paulo Bernardo querem ver a Marina pelas costas.

Silêncio geral

Enquanto o Brasil e o mundo saem em defesa de Marina Silva, seus conterrâneos continuam calados. Comportam-se como se nada tivesse acontecendo.

Esperança na cabeça

Acreanos que têm amigos fora do Estado cansaram de receber telefonemas e e-mails pedindo informações sobre o “milagroso” Xampu Esperança. A procura pelo produto aumentou depois que o Globo Repórter foi ao ar na última sexta-feira. Para os carecas, a esperança é a última que morre.

Personagens

Empolgado com a chamada da minissérie Amazônia - de Galvez a Chico Mendes, conhecido militante petista saiu com essa: “Essa minissérie não será melhor porque não terá ninguém interpretando o governador Jorge Viana, o senador Tião Viana e a ministra Marina Silva”.

Economia movimentada

Uma minissérie dessas movimenta a economia de qualquer lugar onde seja realizada. Somente em um hotel, a Rede Globo deixou cerca de R$ 3 milhões. Em um outro restaurante, a despesa foi de R$ 900 mil.

Cara-de-pau

Tem gente que não se manca. Os organizadores do jogo de inauguração da Arena da Floresta, no próximo domingo, receberam telefonema de secretário de Estado pedindo ingresso. O fato seria normal se eles não recebessem mais de R$ 10 mil por mês.

Mudança de Manoel

Sai Manoel Quintela, entra Manoel Neto na direção da Delegacia do Ministério do Trabalho no Acre. A substituição deu-se de forma tranqüila. Os dois são funcionários de carreira do órgão e têm ótimo relacionamento. A mudança de comando não significará alteração de diretrizes.

Bom começo

Fernando Melo (PT) está começando bem seu mandato de deputado federal. O petista marcou pontos importantes ao chamar a sociedade para debater a reforma política. A organização foi tão grande que houve até linguagem de sinais para os surdos e mudos presentes.

Volta ao lar

Está marcado para hoje o regresso do deputado estadual Elson Santiago ao PP. É nesse partido que estão seus dois irmãos - Carlinhos e Ronivon. A mudança de partido faz parte da estratégia de Santiago: credenciar-se à segunda-secretaria da Aleac.

Passivo ambiental

Um dos grandes avanços na lei que regulamenta o Zoneamento Econômico-Ecológico será a possibilidade de compensação do passivo ambiental. O projeto será encaminhado esta semana à Aleac.

Mudança no Sebrae

O atual secretário de Fazenda, Orlando Sabino, voltará para a superintendência do Sebrae. Os empresários Carlos Sasai e Rubenir Guerra disputam o a presidência do Conselho Deliberativo. A eleição será realizada hoje a partir das 15 horas.

Palavra de ordem

Faltando 20 dias para a mudança de governo, a palavra de ordem em várias secretarias é: “Agora é Binho!”.

Jogada inteligente

Se não gostasse tanto de atravancar o governo Lula, o PT retiraria a candidatura do deputado Arlindo Chinaglia (SP) e trabalharia para uma eleição de consenso, haja vista que até o PFL e o PSDB apóiam a reeleição do comunista Aldo Rebelo.

Mais responsabilidade

Jorge Viana palpitou sobre a eleição na Câmara dos Deputados. O governador do Acre cobrou mais responsabilidade. “Temos que exercitar a coalizão, um ponto chave para o segundo governo do presidente Lula. Se não tivermos um entendimento numa área em que só político se mete, corremos o risco de perder de novo”. Viana fala da derrota em 2005, quando os petistas se dividiram e Severino Cavalcanti (PP/PE) venceu a disputa.

 

 
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Rio Branco-AC, 12 de dezembro de 2006
   GIRO GERAL
Com Moisés Alencastro
   NA TRIBO
Com Roberta Lima
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