VARIEDADES

Vinicius - O documentário recria a vida do poetinha

Divulgação


Depois de A Pessoa é para o que nasce, o Circuito Documentário exibe na comemoração de dois anos do projeto, quarta-feira (14), às 19 horas, no Theatro Hélio Melo, Vinicius (Brasil, 2005), do diretor Miguel Faria Jr. Quase ao mesmo tempo que “Que Coisa Mais Linda”, o documentário sobre Bossa Nova de Paulo Thiago, chegou este outro filme sobre o mesmo tema, ou quase: uma biografia de Vinicius de Moraes autorizada e patrocinada pelos muitos herdeiros (ele teve muitas mulheres e filhos). Antes de tudo, o filme tem o mérito de resgatar o último grande poeta popular de qualidade que o Brasil teve.

O filme multimídia mostra além dos típicos depoimentos de amigos e familiares comuns nesse tipo de projeto, há diversas intervenções teatrais protagonizadas por Camila Morgado e Ricardo Blat. Co-produzido pela filha de Vinicius, Susana de Moraes (que é ex-mulher do diretor), o documentário é uma homenagem rasgada (e bem-vinda) que apresenta uma figura do mundo artístico brasileiro cheia de nuances. Como demonstra o documentário, o compositor desde pequeno teve uma inclinação para as artes, embora tenha trabalhado no Itamarati.

A importância dessa obra para a cultura nacional é sublinhada por especialistas e artistas brasileiros. O poeta Ferreira Gullar, por exemplo, afirma que as poesias antigas de Vinicius ‘não são dele, e ele vai se convertendo em Vinicius ao longo da carreira’.

O que o documentário também deixa bem claro sobre a intimidade do poeta é que a paixão era a força motriz de sua vida e obras. Para a atriz Tônia Carrero, que foi amiga dele, “ele viveu de paixões”, e por isso acabou se casando nove vezes e se apaixonando outras tantas.

Já músicos e parceiros de Vinicius exploram a importância dele para a música brasileira e como era trabalhar com o mestre. Entre os tantos entrevistados estão Chico Buarque de Holanda, Caetano Veloso, Maria Bethânia e Toquinho, que falam não apenas da veia artística, como também da etílica – seja compondo, seja no palco, ele não se separava de uma garrafa do mais legítimo uísque escocês.

Além de diversas gravações originais de canções de Vinicius de Moraes, o longa conta com novas versões cantadas por artistas como Zeca Pagodinho, Olívia Byington e Adriana Calcanhoto, que aparecem no filme. Uma decisão, aliás, muito mais acertada do que a dupla de atores declamando os poemas.

Realização ABDeC/AC em parceria com o governo do Estado/Fundação Elias Mansour – Entrada franca

SERVIÇO
Theatro Hélio Melo – Av. Getúlio Vargas, s/n – Centro – Tel.: 3224-2133

 

 
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Rio Branco-AC, 13 de fevereiro de 2007
   GIRO GERAL
Com Moisés Alencastro
   NA TRIBO
Com Roberta Lima
   PORONGA
Da Redação
 
 
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