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Encontro transforma líderes comunitários em agentes de desenvolvimento

 


Kelly Oliveira

Brasília - Mais de 330 líderes comunitários participaram ontem do último dia de treinamento para desenvolver a economia solidária em comunidades pobres. A economia solidária é feita por pequenos produtores, comerciantes e financiadores que se organizam por de cooperativas e associações, por exemplo. Os lucros da produção e comercialização são divididos entre os pequenos produtores. A economia solidária pode compreender diversas atividades, como artesanato, agricultura e confecções.

Os 331 agentes, em treinamento desde o último dia 8, participam da segunda fase do Projeto de Desenvolvimento Local e Economia Solidária, coordenado pelo Ministério do Trabalho. Em 2006, quando foi criado o projeto, foram treinados 252 agentes que atuam em 116 comunidades quilombolas e em 122 comunidades pobres, atendendo a mais de 32 mil trabalhadores. Com os novos agentes, outros 42 mil pequenos trabalhadores devem contar com o apoio dos agentes comunitários.

O diretor do Departamento de Fomento à Economia Solidária do Ministério do Trabalho, Dione Soares Manetti, afirma que os agentes, por conhecerem as demandas regionais, podem diagnosticar os problemas e as potencialidades das comunidades. “O que vínhamos percebendo é que o Estado tem uma tradição de realizar ações pensadas para as comunidades com pessoas externas às comunidades”, disse Manetti.

“Esse projeto trabalha com um conceito diferenciado. Ele capacita e contrata pessoas da própria comunidade para que elas sejam agentes de desenvolvimento local e para essas pessoas possam fomentar a organização de empreendimentos solidários”, disse Manetti.

Os agentes recebem uma bolsa de R$ 400 por mês. No treinamento, eles aprendem como formar empreendimentos solidários, sobre a relação entre produção e meio ambiente, além de conhecerem mais sobre programas do governo de redistribuição de renda, como o Bolsa Família.

O agente Henrique Porto Lusa, estudante de biologia, que participou da capacitação, considera que a economia solidária é uma alternativa contra o desemprego ou subemprego. “A economia solidária é uma forma de derrotar esse sistema em que há a exploração do homem pelo homem. Vejo a economia solidária como uma alternativa para a gente organizar nossa população para discutir os problemas gerais da nossa sociedade”, argumentou Lusa. (Agência Brasil)

 
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Rio Branco-AC, 13 de março de 2007
   GIRO GERAL
Com Moisés Alencastro
   NA TRIBO
Com Roberta Lima
   PORONGA
Da Redação
 
 
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