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Energia solar pode ser usada para movimentar casas de farinha Abdon Kalid inventou sistema que pode reduzir custo da produção |
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Inaugurado em 2000, o Laboratório de Energia Solar da Ufac está sobrevivendo, em sua função primordial de estudar as aplicações práticas da energia solar no Acre, graças ao esforço do técnico Abdon Kalid. Conhecedor de que o senador Tião Viana está atuando no sentido de instalar casas de farinha em todo o estado, Abdon comunicou-se com ele informando que inventou um sistema para dotar as casas de farinha de energia solar, convidando o senador para conhecer o sistema. O sistema completo de utilização de energia solar para fabricação de farinha necessita de 4 placas solares de 80 watts; duas baterias de 150 amperes seladas; um inversor de 1.000 watts (que transforma a energia contínua em alternada); entrada de 24 UCC e saída de 110 UCA; controlador de cargas de 30 amperes. Adaptável às casas de farinha, o sistema está programado para captar energia e fazer funcionar a máquina de ralar a macaxeira (caititu) por 04 horas. Com a iluminação, o trabalho de ralar pode ser feito à noite e permitiria o incremento da produção. Abdon calcula que o valor do investimento num sistema desses, custaria algo em torno de R$ 10 mil. Como investimento inicial pode parecer caro, mas ao longo dos anos a economia é muito significativa. O sistema tem durabilidade de 25 anos, com exceção das baterias que precisam ser trocadas a cada três anos. Imagine quanto óleo diesel seria economizado neste quarto de século de vida útil do sistema. Bom para evitar o aquecimento global. Se for necessária mais energia, basta dobrar o sistema: 08 placas e 04 baterias. Energia solar Abdon é apaixonado por energias alternativas, especialmente a solar. Nos últimos anos foi o responsável por mais de 300 instalações de equipamentos de energia solar por todo o estado e ainda das duas unidades de Gestão Ambiental Integrada (UGAI) nos rios Acuraua e Liberdade. Com toda essa atividade, ele acabou conhecendo todos os municípios e todos os principais rios do estado. Ele conta que o Laboratório de Energia Solar é resultado da tese de Doutorado, do seu atual diretor, Francisco Eulálio Alves dos Santos, mais conhecido como ‘Dr. Magnésio’. Apesar da ótima idéia, o laboratório não tem recursos para pesquisa. Em seu dia a dia de inventor e adaptador de energias alternativas a atividades práticas, com vários projetos criados, Abdon utiliza peças de eletrodomésticos em desuso e até gasta recursos do próprio salário, quando não há outro jeito. Segundo ele, a Eletronorte e a Eletroacre teriam obrigação de investir 1% de seu faturamento em pesquisa, mas não o fazem. |
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