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Encontro de “Txais”

 


Assessoria FEM

O presidente da Fundação de Cultura e Comunicação Elias Mansour, Daniel Zen a convite do professor Joaquim Paulo de Lima Kaxinawá, conhecido por Joaquim Maná, presidente da Organização dos Professores Indígenas do Acre (OPIAC), de um grupo de professores indígenas, e de membros da Associação do Movimento dos Agentes Agro-florestais Indígenas do Acre (Amaiac), participou de um encontro no Centro de Formação dos Povos da Floresta da Comissão Pró-Indio, como parte do planejamento das duas entidades para a próxima gestão, que trata dos projetos no tocante a captação de recursos.

Uma dos pontos tratados no planejamento faz referência à relação das entidades com outras organizações, inclusive, o governo do Estado, através da Fundação Elias Mansour, Assessoria dos Povos Indígenas, Seater, Secretária de Educação e outras. Maná entregou a Daniel Zen, um documento elaborado pelos professores, que também será apresentado a outras esferas que trabalham com a formação dos povos indígenas.

Joaquim Maná expôs as ações referentes à cultura, pontuadas pelos professores indígenas durante os cursos de formação continuada. O teor trata especificamente da manutenção da cultura indígena, dos conhecimentos tradicionais. “Hoje todo professor, agente agroflorestal, agente de saúde, tem a responsabilidade de fazer a sua pesquisa sobre o conhecimento de seu povo considerando o conhecimento tradicional, que é a palavra cultura. Vai ser boa a nossa primeira conversa para ver o que é interessante e até onde a gente pode ser beneficiado. A Fundação não forma, mas trabalha com cultura”, diz Maná.

Foram apresentadas três propostas para serem discutidas: a Lei de Incentivo à Cultura, referente ao acesso ao edital nas comunidades indígenas e outros; ações relacionadas ao fortalecimento da cultura indígena nas suas bases, através dos registros elaborados em Cds, Dvds, transformados em material didático nas escolas indígenas; e o terceiro ponto se refere às pesquisas bilíngües elaboradas pelos professores indígenas que precisam ser divulgadas, por meio de publicações.

Daniel Zen explicou aos professores todo o funcionamento do edital de Lei, regras e procedimentos e propôs que as comunidades indígenas participassem da oficina de formatação de projetos, que é feita nos municípios pela equipe da caravana do Departamento de Incentivos Fiscais à Cultura, da FEM. “Seria interessante pensar num edital temático para cultura indígena, mas isso seria algo em longo prazo, como o MINC lançou esse ano, o Prêmio de Culturas Indígenas. É outra forma de incentivo, além das ações do Estado, nós da FEM podemos ajudar a mapear esses editais e elaborar projetos em parceria com as entidades”, propôs.

Fortalecimento da cultura indígena - Com relação ao fortalecimento da cultura indígena dentro das próprias Terras Indígenas (TIs), Daniel ressaltou a importância dos Encontros de Culturas Indígenas. “A idéia do novo formato dos Encontros de Culturas Indígenas contempla o grande encontro, mas agregando pequenos encontros em alguns municípios do Estado, e outros mais localizados próximos as TIs”, comenta Daniel.

Referente às publicações indígenas, Daniel informou sobre o projeto da Revista de Cultura Indígena, que será financiado com recursos do BID, cujo conteúdo traz textos literários dos professores indígenas. A publicação traz 200 páginas e está prevista para ser lançada em abril. (Agência de Notícias do Acre)

 
 
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Rio Branco-AC, 13 de março de 2008
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