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POLÍTICA

Transporte coletivo é tema de discussão na Câmara Municipal

Líder do prefeito contesta denúncia de monopólio no sistema


Val Sales

O vereador Márcio Batista (PC do B), líder do prefeito na Câmara de Rio Branco, usou a tribuna da Casa ontem para rebater as denúncias feitas pela oposição de um suposto esquema de venda de parte do sistema do transporte coletivo para um grupo majoritário que opera no setor.

Segundo o parlamentar, a política da prefeitura consiste em um conjunto de medidas que visam modernizar a qualidade do serviço oferecido à população. “Como exemplo disso podemos citar a recuperação dos corredores de ônibus, a reforma do Terminal Urbano, a exigência da renovação da frota, que é parte integrante do contrato, e a implantação da bilhetagem eletrônica, que além de controlar o uso das gratuidades também facilitará o transporte dos usuários na medida em que criará outros pontos de integração de linhas além do terminal”, explicou.

Márcio Batista afirma que o foco do poder público municipal é a implementação dessas medidas, buscando fazer com que as empresas cumpram as cláusulas estabelecidas no contrato de concessão e uso do sistema, não havendo nenhuma procedência o fato que vem sendo noticiado sobre a formação de monopólio nesse serviço.

“Disponibilizaremos as informações que forem requeridas pela Câmara Municipal no tocante ao funcionamento do sistema. Desde já, asseguro que aprovaremos o requerimento apresentado porque nossa principal bandeira ética no terreno da administração é a transparência com a coisa pública, que no caso passa pela permissão do ato da fiscalização”, assegurou.

O posicionamento do líder comunista foi colocado como resposta ao requerimento apresentado pelo vereador Rodrigo Pinto (PMDB), no qual ele pediu a realização de um debate com as empresas de transporte e o município na Câmara. Rodrigo disse que tomou a iniciativa diante das reclamações e das denúncias que recebera em relação ao sistema de transporte coletivo da capital.

“Conversei com pessoas ligadas direta e indiretamente ao transporte coletivo sobre irregularidades cometidas no sistema. O sacolão, por exemplo, não é distribuído de forma igualitária pelas empresas e isso também influi na tarifa do transporte”, ressaltou o peemedebista.

Na tribuna da Câmara ele lembrou que quem paga o preço pelas irregularidades é a população. “Existe a suposta falência de uma empresa que estaria sendo negociada com outra que detém maior concessão. Queremos discutir isso e mostrar a transparência exigida no poder público, principalmente no transporte”, enfatizou.

Para Rodrigo Pinto, o parlamento não pode permitir que um sistema complexo, como é o transporte público, seja tratado de foram errada. “Queremos que as empresas obedeçam ao que é exigido na lei de concessões, ou seja, se elas não conseguem dar suporte à linha de cobertura, que entreguem à prefeitura e que a prefeitura faça nova licitação. Uma empresa não deve negociar a concessão com outra porque elas não mandam no sistema.”

 
 
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Rio Branco-AC, 13 de março de 2008
   GIRO GERAL
Com Moisés Alencastro
   NA TRIBO
Com Roberta Lima
   PORONGA
Com Leonildo Rosas
 
 
P E S Q U I S A