OPINIÃO
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Do Editor

 

Na era da contenção de gastos

Depois da Câmara Federal e da Assembléia Legislativa do Acre (Aleac), foi a vez dos vereadores de Rio Branco aprovarem a redução do recesso parlamentar e o fim do pagamento das convocações extraordinárias. Na intenção de conter os gastos dos cofres públicos, eles agora terão 55 dias de recesso, ao invés de 120, como era antes.

Pagamento de extras agora só daquelas que forem consideradas estritamente necessárias para o próprio parlamento, e não mais por convocação dos poderes executivos. Na câmara do município a redução do período de “folga” foi proposto pelo vereador Rodrigo Pinto (PDT), e o fim das extras por Pascal Khalil (PC do B). Ambas as propostas foram aprovadas por unanimidade nos dois turnos da votação.

Rodrigo garante que os representantes do povo precisam estar mais presentes e que uma das formas de ouvir a voz da maioria é permanecer no parlamento por mais tempo, não havendo a necessidade de um período tão grande de recesso. Tal proposta o parlamentar já defendia desde o início de seu mandato, em fevereiro de 2005.

Já Khalil sabe que as convocações extras chegavam a custar em torno de R$ 100 mil para os cofres públicos e achava tal atitude injusta com a população carente. Para ele, os gestores têm que ter controle sobre os gastos e quem não valoriza os recursos não valoriza a própria comunidade. Ao que parece, os poderes estão dando sinal de reciprocidade aos anseios do povo, que há muito esperou por essa solidariedade e sensibilidade.

 

 
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Rio Branco-AC, 13 de abril de 2006
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