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FRASE
“Quem tem projeto, tem pauta para discussão. Quem não tem, recorre às ofensas pessoais e ao insulto.” Jornalista Aníbal Diniz Depois da Páscoa Será na segunda-feira, 17, que os dirigentes e parlamentares do PP poderão decidir o rumo que o partido irá tomar nas eleições deste ano. A maioria defende aliança com a Frente Popular. Mas tem um grupo endurecendo o jogo. Todo mundo sabe os que eles querem. Equação difícil É mais fácil equacionar o PP dentro da Frente Popular do que na coligação PPS/PDT. Depois do que aconteceu, não dá para conceber Marcio Bittar, José Bestene e César Messias em cima do mesmo palanque. Fator Tota Outra cena praticamente impossível de ser vista é o deputado federal João Tota (PP) e o ex-deputado Narciso Mendes (PDT) ocupando o mesmo espaço e trabalhando para um mesmo candidato. Tota assumiu o mandato que, segundo Narciso, foi-lhe seqüestrado. Vôo teleguiado Partidário de Tião Bocalom deixou escapar numa roda de amigos a motivação que embala o ex-prefeito de Acrelândia ao se lançar candidato ao governo pelo PSDB: a intenção deliberada de criar confusão para colher facilidades. Explica-se: Tião estaria criando conflitos no ninho tucano tencionando levar a sigla a uma composição - a partir de seu nome (vice ou Senado) - na chapa de Marcio Bittar (PPS). Bittar seria o personagem que estaria inflando o balão de ensaio da candidatura extemporânea. Pelo sim, pelo não, é bom o engenheiro Edílson Cadaxo botar as barbas de molho. Todos iguais PMDB, PDT, PPS, PSDB e PFL têm algo em comum: nenhum desses partidos tem uma chapa forte para a disputa de deputado federal. Isolados, os candidatos podem até ter votação expressiva, mas não têm condição de se eleger. O coeficiente necessário é de 38 mil votos. Mudança de plano Devido a essa dificuldade para a eleição na esfera federal de dirigentes e lideranças desses partidos, é possível que haja uma aproximação do grupo pelo instinto de sobrevivência. O agrupamento traz a possibilidade da retirada de candidaturas ao governo. Até a data das convenções tudo é possível. Procura de aliança O ex-governador Flaviano Melo, que é o candidato mais forte
a deputado federal do seu partido, vive o dilema de procurar uma aliança
para o PMDB. Hoje, os candidatos peemedebistas com capacidade de arregimentar
votos são o deputado federal João Correia e o ex-prefeito
de Brasiléia Aldemir Lopes, além, é claro, do próprio
Flaviano. Importante dirigente de um dos partidos da Frente Popular disse ontem que está na hora de o deputado federal Júnior Betão (PL) ter um pouco mais de humildade e se juntar à coligação. O PL vive o mesmo dilema do PMDB. Além de Betão, os liberais não têm outros candidatos que garantam forte votação para a sigla. Candidaturas postas Muito está se falando sobre o candidato a vice-governador da Frente Popular. Só que até agora existem apenas duas candidaturas postas na mesa: a do deputado Edvaldo Magalhães (PC do B) e a do médico Julinho Eduardo (PV). Histórico Julinho Eduardo, que teve seu nome indicado pela Aliança Partidária do Acre (APA), diz que aceitou o desafio de concorrer a vice-governador pela sua trajetória e a do seu partido. “Estamos na Frente Popular mesmo antes de ela ser criada”, comenta. A APA é formada pelo PV, PSL, PT do B, PTN e PRP. Faltam candidatas Como um assunto puxa o outro, ao comentar o desempenho da miss Acre
Maria Cláudia Barreto, o repórter J. Guimarães
(TV5) lembrou que os organizadores do tradicional Festival do Mandim,
realizado anualmente em Sena Madureira, nunca conseguiram promover um
desfile para escolher a mais bela moça da festa. “É
que ninguém quer ser conhecida como a Garota Mandim”, diz.
Guimarães lembrou que o mesmo dilema é vivido pelos promotores
do Festival do Leite em Acrelândia. Ser chamada de “Rainha
Leiteira” também é dose cavalar. A notícia não ganhou grande destaque. Mas no fim de março, o TCU condenou o ex-secretário de Educação Alércio Dias a devolver aos cofres públicos R$ 74,5 mil por irregularidades na prestação de contas dos recursos do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE). O dinheiro deveria ser investido na melhoria das condições escolares, didáticas, pedagógicas e na capacitação de professores. Alércio é um dos destacados dirigentes da oposição. Parcelamento longo A forma de pagamento da reposição salarial de 11,98% - uma divisão do valor em 59 parcelas - aos funcionários da Assembléia Legislativa virou piada. Segundo os servidores, nem as Casas Bahia parcelariam em tanto tempo. Outros comentavam que o prazo é maior do que a garantia dada pela Toshiba para seus televisores, que é de cinco anos. Alquimistas A dianteira do presidente Lula sobre seus adversários está fazendo com que os tucanos tentem pôr em prática um processo de alquimia na sua candidatura à Presidência da República. Querem substituir o picolé de chuchu Geraldo Alckmin pelo ex-prefeito de São Paulo José Serra, isso sem falar na idéia oculta do impeachment. Sem provas é golpe Sobre a ventilação do impeachment de Lula, o jornalista carioca Antonio Mello foi direto ao assunto: “A denúncia do procurador-geral da República, Antônio Fernando de Souza, cai como uma bomba no PT e atinge também o PSDB, quando afirma que o embrião do valerioduto foi a campanha do hoje senador Eduardo Azeredo (PSDB-MG), em sua tentativa de reeleger-se para o governo de Minas em 1998. A denúncia do procurador-geral veio juntar-se ao relatório da CPI dos Correios, mostrando que funcionam perfeitamente e de modo independente o Legislativo e o Ministério Público. E agora, como ficam os golpistas? Diferentemente do que aconteceu no governo FHC, quando o procurador-geral ficou conhecido como engavetador-geral, no governo Lula a Polícia Federal investiga e prende, o Ministério Público oferece denúncia e o Legislativo funciona a todo vapor - mesmo que muitas vezes contra os interesses do presidente da República. Pode existir prova mais cabal disso do que a CPI dos Bingos, que ganhou o apelido de CPI do Fim do Mundo, que só existe para espezinhar o governo? No entanto, nem o relatório da CPI dos Correios nem a denúncia do procurador-geral citam o presidente Lula. Por quê? A resposta é única nos dois casos: - Lula ficou de fora porque não há provas contra ele. Se um dia surgir uma prova, cabe o processo de impeachment. Enquanto isso não acontecer, é golpe. |
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