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A expansão da informalidade Há alguns meses a Polícia Federal desencadeou uma operação para combater a pirataria de CDs e DVDs em Rio Branco. A missão causou um grande impacto entre os comerciantes informais, resultando, inclusive, na prisão de responsáveis por laboratórios de gravação. Mas o comércio que abastece os laboratórios continuaram funcionando a todo vapor, com a distribuição dos CDs e DVDs virgens, vindos de Cobija, na Bolívia. Com isso, a informalidade que sempre predominou em Rio Branco voltou à ativa, e a situação se mostra hoje quase incontrolável. De acordo com a Polícia Rodoviária Federal, nem mesmo um reforço nas fiscalizações seria capaz de impedir o crescente contrabando. Uma estrutura diferente do que os órgãos competentes têm hoje seria uma primeira necessidade para bater de frente com o monstro da informalidade. Um exemplo: o depósito da Receita Federal teria que ser pelo menos três vezes maior para suportar a quantidade de material apreendido na BR-317. De todo modo, estrutura não é tudo. É preciso ações sociais para incentivar os contrabandistas a largarem esse risco por outra atividade que lhes façam viver tão bem quanto. E o que é melhor: ajudando a economia do Estado a crescer. Enquanto isso não acontece, a tendência do comércio informal é tão-somente o crescimento. A conseqüência mais visível disso é a queda do comércio legal, que dia após dia entra numa competição acirrada para se dar bem em uma área fronteiriça. |
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