COTIDIANO

Operação Cidade muda Rio Branco

Em apenas 20 dias, sete milhões de quilos de asfalto foram usados, o equivalente a oito quilômetros de via contínua

Cedida
Máquinas trabalham na
construção de bueiros na cidade


Resley Saab

Relatório preliminar da Operação Cidade 2007 mostra que a Prefeitura de Rio Branco já avança, significativamente, na reconstrução de ruas e na drenagem de locais onde o esgotamento sanitário era tido como um problema crônico e altamente pernicioso. A força-tarefa da revitalização, que começou no último dia 23 de abril – antes mesmo que as chuvas de inverno cessassem – já imprimiu ao menos sete mil toneladas de asfalto pela cidade.

Isso significa dizer que em apenas nestes 20 dias de trabalho, as frentes de tapa-buracos pavimentaram o equivalente a oito quilômetros de asfalto contínuo.

A prioridade da Operação Cidade, que prevê investimentos totais de R$ 22 milhões, segundo determinação do prefeito Raimundo Angelim, são para aquelas obras reivindicadas no Processo de Gestão Participativa, o PGP, um mecanismo da própria comunidade, que este ano destina R$ 6,17 milhões para melhorias na infra-estrutura urbana.

Todos os dias, 12 equipes de 295 homens da Empresa Municipal de Urbanização, (Emurb), estão pela cidade para executar as obras, seguindo fielmente o planejamento do PGP, que fora construído de acordo com os anseios dos moradores de cada região.

Os resultados já estão aparecendo. Dos três quilômetros e meio de pavimentação da malha viária, por exemplo, a Emurb já concluiu quase 10%, embora as chuvas que antecederam a friagem do último dia 9 não tenham colaborado plenamente para um ritmo maior às obras.

Conforme o diretor-presidente da autarquia, Eluzimar Alencar de Almeida, um dos maiores desafios da Operação Cidade está sendo a drenagem de córregos poluídos, lugares onde ainda moram centenas de famílias que souberam se adaptar bem a palafitas.

“São nestes locais que o trabalho se torna pesado porque estamos retirando banheiros, cercas e até mesmo casas, para passar com a tubulação. Mas depois de tudo pronto, é prazeroso ver que no semblante de cada morador reina a gratidão pela tarefa bem feita. Isso é o que é mais importante para nós”, destaca Alencar.

Dos nove e meio quilômetros de drenagem, um quilômetro e meio já foram executados e desse total, 850 metros são da chamada “drenagem pesada”, como são denominadas as grandes intervenções as quais o presidente da Emurb se refere.

Dois desses locais estão nos bairros Aeroporto Velho e Novo Calafate. Na rua Ari Rodrigues, no Aeroporto Velho, estão sendo implantados 600 metros de bueiros de cimento, cortando quintais onde antes havia grandes charcos de água fétida. A obra vai beneficiar diretamente 120 famílias.

No Novo Calafate, 200 famílias da rua Misael Martins também estão sendo beneficiadas com a drenagem. Mais de 400 tubos de cimento, com diâmetros de até um metro e confeccionados na própria usina da Empresa Municipal de Urbanização, já foram implantados nesses córregos, que no passado, chegaram a transmitir muitas doenças aos moradores das redondezas.

“Era um tempo de muita angústia e já havia perdido a esperança de que pudéssemos sair deste transtorno”, afirma o taxista Francisco Deuzimar Pinheiro, há cinco anos morando no Novo Calafate. Ele lembra que não faz muito tempo, tinha que entrar em casa com lama no meio das pernas.

Usina produz até 400 toneladas de asfalto por dia

Além das condições climáticas, outro fator muito importante está possibilitando impulsionar os serviços da prefeitura: a superestrutura da usina da Emurb, reativada na gestão do prefeito Angelim. A fábrica produz em média 1,5 mil manilhas de cimento por mês e cerca de 400 toneladas de asfalto por dia.

A demanda de obras, proporcionada pelos diversos programas da Prefeitura de Rio Branco, fez aumentar a produção de asfalto, de manilhas e de meio-fios, na usina, localizada no Distrito Industrial. Ali, trabalho é o que não falta para os 27 operários, que estão agradecidos pela reativação da fábrica, promovida pela atual administração, em maio do ano passado.

Em média 98 manilhas, 280 metros de meio-fios e dezenas de tampas de ferro para bueiros são fabricados todos os dias. O maquinário, que estava cedido para a iniciativa privada nas administrações passadas, foi resgatado pela gestão Angelim, reduzindo significativamente os custos com os insumos para as obras de infra-estrutura. Com isso foi possível gerar mais emprego e economizar recursos.

As manilhas, que variam entre 30 e 60 mm de diâmetros, são usadas nos trabalhos de drenagem, enquanto que os meio-fios, na execução de mais calçadas, e na revitalização de ruas por toda a cidade.

 

 
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Rio Branco-AC, 13 de maio de 2007
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