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Huerb investe na humanização do atendimento ao público Cerca de R$ 7,5 milhões serão usados para a melhoria da instituição |
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O Hospital de Urgência e Emergência de Rio Branco (Huerb) Vai estar em breve com nova roupagem, principalmente no que se refere à estrutura física de sua porta de entrada, incluindo o investimento na humanização do atendimento por parte dos funcionários do setor. O atendimento 24 horas envolve mais de 300 funcionários se revezando a cada 12 horas. A movimentação inclui cerca de 800 atendimentos por dia, incluindo os 200 pacientes internados. No total, passam pelo Pronto Socorro diariamente três a quatro mil pessoas por dia, entre crianças e adultos, fora àqueles que vão se consultar acompanhados de amigos ou familiares. No setor são feitos uma média de 30 mil radiografias por mês e 48 mil exames laboratoriais, deixando claro que pelo Pronto Socorro passa mais gente que no mercado municipal. A grandiosidade do serviço nem sempre é compreendido por quem busca o setor, que depois de passar por uma reformulação deverá adotar um novo critério de atendimento dos pacientes, isto é, não mais pela ordem de chegada, mas pela gravidade do quadro clínico. O diretor-geral da instituição, Marco Aurélio, lembrou que já existe um projeto de investimento no valor de R$ 7 milhões, metade do qual será destinada a obras de reestruturação e a outra metade para a aquisição de equipamentos e melhoria das condições técnicas. Ele explicou ainda que há dois anos aconteceu no hospital a implantação do Plano “Cuidando do Cuidador”, que tem como objetivo humanizar o atendimento, a partir das condições de trabalho dos funcionários, já que eles são o maior patrimônio da instituição. “Temos que investir no servidor. Oferecendo melhores condições de trabalho e cuidar da qualificação deles por meio de cursos e eventos. O funcionário precisa se sentir valorizado e parte integrante desse hospital”, completou. Marco Aurélio disse que a atual diretoria procura resgatar o orgulho dos funcionários em relação à importância do trabalho que o Huerb realiza, sendo ele o maior e melhor hospital do Acre. “A gente não deixa, em parte, de estar com uma certa razão quando fala que o Huerb é o maior, na medida que todos os problemas graves, principalmente na parte de emergência e trauma são atendidos aqui”, acrescentou. O diretor também ressaltou que, independente de as pessoas terem plano de saúde ou de procurarem o setor privado, os casos de emergência são levados em primeiro lugar para o Pronto Socorro. “Nesse momento, não há outro hospital público e nem privado no Acre que faça o trabalho que a gente faz aqui”. Grupo de Trabalho e Humanização A preocupação da direção de um hospital de urgência e emergência, como é o caso do Huerb, está voltada, como afirma ela própria para o bem estar do servidor, o que reflete diretamente na melhoria da qualidade do serviço prestado às pessoas que buscam o setor diariamente. O setor tem ainda uma peculiaridade importante que é a relação diária com os problemas mais críticos e sensíveis da vida do ser humano, isto são seus momentos de dor e de consternação. Consciente disso, a direção criou o Grupo de Trabalho de Humanização (GTH), que visa, acima de tudo, a sensibilidade e o respeito no trato com os pacientes, desde a porta de entrada do hospital até a consulta e encaminhamentos. O grupo é coordenado por José Aparecido Martins, e se reúne quinzenalmente para discutir melhorias tanto para o servidor quanto para o paciente. “O GTH é hoje composto de 34 membros. Desses, grande parte é chefe de setores, além de simpatizantes, que participam do controle social por meio do Conselho Popular de Saúde, o COPS”, explicou. “O processo de humanização é lento, mas a gente já tem algumas ações desenvolvidas. Além do ciclo de palestras, também temos atividades em relação aos aniversariantes do mês e o cine pipoca, que é uma ação voltada para o servidor”, lembrou. José ressaltou ainda que os servidores do setor trabalham até três plantões seguidos, o que faz com que o hospital se torne à extensão de suas casas. Também nesse sentido, o diretor Marco Aurélio lembra que no hospital procura trabalhar o espírito de família e de união. “Isso tem dado certo apesar de toda a nossa dificuldade. Os servidores têm atendido ao nosso chamamento. Evidente que a humanização é um processo lento. Não adianta a gente falar que amanhã está todo mundo humanizado porque não há uma fórmula mágica”. |
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| GIRO GERAL |
| Com Moisés Alencastro |
| NA TRIBO |
| Com Roberta Lima |
| PORONGA |
| Da Redação |
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