COTIDIANO

6ª Semana de Museus propõe a reflexão sobre o papel dos espaços de memória

 


Com o tema Museus como Agentes de Mudança Social e Desenvolvimento começa nesta segunda-feira, 12, e se estende até o próximo dia 18, a 6ª Semana de Museus. A abertura oficial acontece hoje, às 19h30, no Memorial dos Autonomistas com a exposição Hélio Melo um agente da arte, com telas do renomado artista acreano, e contação de história com a atriz Karla Martins. A 6ª Semana de Museus traz uma agenda de atividades reunindo mais de 450 instituições e mais de 1470 eventos distribuídos por todo o território nacional.

No Acre, o evento é realizado pelo Governo do Estado, através do Departamento de Patrimônio Histórico e Cultural da Fundação de Cultura e Comunicação Elias Mansour em parceria com o Governo Federal e o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN).

A idéia é ocupar os espaços de memória como o Palácio Rio Branco, Casa dos Povos da Floresta, Museu da Borracha, Memorial dos Autonomistas, Museu de Cruzeiro do Sul, Sala Memória de Porto Acre, Museu de Sena Madureira e Museu do Xapury com atividades que possam criar uma interatividade entre o público, a memória e a própria temática da Semana. O público será estimulado a refletir sobre o tema, por meio das diversas linguagens e atividades culturais como teatro, contação de história, exibição de documentários e filmes de ficção, exposições, palestras, sarau e shows.
“A cada ano intensificamos as ações para que possamos incluir e envolver o público dos municípios na programação. A Semana serve como instrumento mobilizador propondo a comunidade uma interação com os espaços de memória. Um chamado para refletir sobre o tema proposto durante o ano inteiro, e sobre como os espaços de memória podem atuar como agentes de mudanças na sociedade. Nesta semana, os museus brasileiros estarão mobilizados para oferecer uma programação de atividades, em consonância com a proposta do Ano-Ibero Americano de Museus”, explica Suely Melo, chefe do Departamento de Patrimônio Histórico e Cultural.

É fato que por muito tempo os museus serviram apenas para preservar registros de memória e uma visão elitista. Daniel Zen, presidente da Fundação de Cultura Elias Mansour explica que nos últimos anos algumas mudanças neste sentido vêm acontecendo como resultantes do processo de democratização que os espaços de memória estão propondo e discutindo como uma nova política de museus.

“A política de museus aponta para a democratização do próprio museu como agente de mudança social e desenvolvimento. Os museus representam hoje espaços vivos e orgânicos para as mudanças sociais estabelecendo políticas de gestão pública que modificam concretamente seus entornos, dessa maneira abandonando por completo os velhos conceitos que apontavam os museus apenas como espaços físicos de conservação de acervo. O Governo do Estado vem participando desse processo propondo a discussão não apenas na Semana de Museus, mas com atividades do Ano-Ibero Americano de Museus e a realização de oficinas e palestras desde 2007. A idéia é lançar a reflexão para que as pessoas envolvidas sejam agentes da construção dessa nova política que traz a cultura como o principal instrumento de transformação e construção de uma nova sociedade”, pontua Daniel Zen.

A 6ª Semana Nacional de Museus é uma oportunidade para que todos participem ativamente da construção de novos paradigmas que tenham a cultura como o instrumento fundamental de transformação e construção de uma nova sociedade. (Agência de Notícias do Acre)

 

 
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Rio Branco-AC, 13 de maio de 2008
   GIRO GERAL
Com Moisés Alencastro
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Com Roberta Lima
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Com Leonildo Rosas
 
 
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