| MARCELA BARROZO
O bom filho à casa torna. Depois de ajudar a criar a Frente Popular do Acre (FPA) há 18 anos, o Partido Democrático Trabalhista (PDT) retornou à coligação, apesar dos protestos de alguns membros, como o deputado Luiz Calixto. A oficialização aconteceu na tarde de ontem, na sede do Partido dos Trabalhadores (PT), com a presença de lideranças de todos os partidos componentes.
De acordo com o presidente regional do PT, Leonardo de Brito, a entrada do PDT na coligação “é motivo de honra para a FPA, que certamente chegará fortalecida às eleições deste ano”. A partir de agora, a coligação conta com 17 partidos.
Indagado se não haveria algum desconforto devido aos protestos, Brito foi taxativo. “Não é desconforto algum, porque se trata de um partido que tem uma história com a esquerda, e a decisão de entrar na FPA foi por maioria absoluta”.
Atualmente, o PDT está organizado nos municípios de Cruzeiro do Sul, Tarauacá, Porto Acre, Bujari e Sena Madureira, além de Rio Branco, possuindo mais de mil filiados. Segundo Hedilberto Saraiva, presidente regional, o partido foi obrigado a sair da Frente Popular devido à verticalização na época em que Ciro Gomes se candidatou à Presidência. “Quem não estiver satisfeito com a mudança, mesmo tendo sido eleito pelo PDT, poderá mudar de partido”, recomendou Saraiva.
“Hoje, o PDT faz parte da base aliada do governo Lula, inclusive participando de um ministério [do Trabalho, comandado pelo presidente do partido, Carlos Lupi]”, comentou Leonardo. Em 2008, o partido pretende lançar candidatos a vereador em todos os municípios onde possui sede.
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