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| Romerito Aquino | ||
Projeto fabuloso Um sonho, um projeto fabuloso, um fato histórico. Foi assim que o governador Jorge Viana classificou o contrato de eletrificação rural que assinou junto com a Eletroacre na quarta-feira, no Palácio do Planalto, com as presenças do presidente Lula, do vice-presidente José Alencar e da ministra das Minas e Energia, Dilma Rousseff. Energia para o interior As denominações e o entusiasmo demonstrado pelo governador não era para menos. Afinal, com os R$ 55 milhões do contrato, o governo do estado vai garantir energia elétrica abundante e barata para mais de 10 mil famílias de moradores do meio rural acreano. Isto significa que, no mínimo, 40 mil novas pessoas vão dispor de eletricidade nas suas casas e para tocar suas produções. Essa demanda representa mais de 35% dos 188 mil (dados de 2001) habitantes do meio rural acreano que não dispõem ainda de energia elétrica. Grandes perspectivas Outras razões do entusiasmo do governador dizem respeito às grandes perspectivas que se abrem agora para o setor energético acreano. Além do contrato assinado semana passada dentro do Programa Luz para Todos, do governo federal, o Acre também deve assinar nos próximos dias outro contrato, no valor de R$ 76 milhões, para construir o chamado linhão entre Sena Madureira e Brasiléia, passando pela capital do estado. A outra grande novidade é o programa de geração de energia elétrica à base da biomassa que vem sendo estudado pelo governo federal para beneficiar os trabalhadores extrativistas dos estados da Amazônia. Energia aumentará produção O destaque de todas as perspectivas favoráveis do setor energético acreano é que a energia a ser gerada vai se destinar também às atividades produtivas do meio rural. Ou seja, além de dispor do conforto e comodidade trazida pela eletricidade, o produtor rural, seja ele agricultor ou extrativista, vai dispor de energia para aplicar na produção. Ou seja, vai poder produzir mais, gerando mais emprego e renda no meio rural. Invertendo a migração A importância dos projetos energéticos para o meio rural é tão grande para o Acre que o governador Jorge Viana não titubeou em prever que haverá inversão do fluxo migratório no estado. Ou seja, moradores das zonas urbanas, particularmente os das periferias pobres e miseráveis, devem retornar para o meio rural para produzir. Além de dispor do conforto que a eletricidade lhe proporciona nas periferias, no campo essas pessoas terão a oportunidade de serem inseridas no mercado de trabalho ou simplesmente voltarem a ser cidadãos. Crescimento sustentável As boas perspectivas para o Acre coincidem com as que também se abrem para o Brasil a partir dos bons resultados que começam a aparecer no governo Lula. A inflação controlada, os aumentos recordes de exportação, o crescimento continuo da indústria e o aumento do Produto Interno Bruto (PIB) em 2,7% no primeiro trimestre deste ano já indicam que o país começa a crescer de forma sustentável. Primeiros sinais O crescimento do país ainda não pode ser visto no dia a dia das pessoas, mas os grandes números da economia já garantem que os resultados não vão demorar para acontecer. Eles virão certamente na criação de mais empregos e na ampliação dos investimentos do governo federal, seja no setor de infra-estrutura ou na área social. Lula admite disputar reeleição O clima favorável ao governo federal está tão evidente que ao falar em público na sexta-feira, o presidente Lula admitiu pela primeira vez a possibilidade de concorrer à reeleição em 2006. Isso ocorreu quando ele se referiu à sua administração como a de primeiro mandato. |
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