COTIDIANO

Educandário Santa Margarida pede ajuda

 


Val Sales

As crianças do Educandário Santa Margarida estão cada vez mais isoladas por causa da marginalidade que ronda o que sobrou dos muros da instituição. Há anos o terreno serve de passagem para os moradores da rua Rio Grande do Sul, motivo pelo qual outras cercas são levantadas mais próximas do prédio para garantir a segurança dos trinta internos do local. É para concluir essas cercas de madeira que a administração do Educandário está pedindo a ajuda da sociedade acreana.

Parte do material foi cedido à instituição por empresas madeireiras do Distrito Industrial de Rio Branco, mas ainda não é suficiente para concluir a extensão do terreno. Outra preocupação dos administradores do local está relacionada às velhas cercas cuja madeira já está estragada. A voluntária irmã Dulce afirmou que o ideal seria um cercado de alvenaria, mas a instituição não tem condições financeiras para pagar a conta e depende de doações de terceiros.

“Os madeireiros têm nos ajudado muito, assim como alguns outros empresários acreanos”, ressaltou. Parte do muro de alvenaria que deveria cercar toda a extensão do terreno foi derrubada pelos moradores vizinhos e pelos vândalos. Em algumas partes, os tijolos desaparecem e surgem cercas de tela ou de arame farpado. Com toda a problemática da falta de segurança as crianças perdem de forma progressiva o espaço de lazer.

A freira voluntária lembrou que há dois meses os vândalos invadiram o prédio e levaram toalhas, sapatos e alimento das crianças. “Eles batem nas janelas das crianças que por sorte, são protegidas por grades”, acrescentou. A plantação de limões da instituição também é alvo do vandalismo. Além de levar todas as frutas, os ladrões fazem necessidade fisiológica dentro do terreno.

A sociedade acreana pode contribuir para a conclusão do cercado que vai oferecer mais segurança aos internos do Educandário. A administração do local precisa de ripas de madeira e pregos. A mão de obra é de responsabilidade dos próprios voluntários da instituição. Os interessados em ajudar a irmã Dulce e as crianças, podem procurar a administração do local ou ligar para o telefone: 3224-2828.

 

 
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Rio Branco-AC, 13 de agosto de 2005
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