COTIDIANO

Casas do Parque do Sabiá são demolidas

Mais de 60 imóveis foram derrubados para dar espaço ao novo projeto do governo destinado a famílias de baixa renda

Marcos Vicentti
Material retirado será utilizado
por famílias de baixa renda


Renata Brasileiro

Cerca de 40 homens contratados pelo governo do Estado já demoliram mais de 60 casas do Parque do Sabiá para que um novo projeto de habitação seja iniciado naquele espaço.

As telhas, janelas, portas e madeiras retiradas das casas estão sendo colocadas em um depósito improvisado dentro do próprio residencial para beneficiar famílias através do Programa de Subsídio Habitacional (PSH).

O restante do material demolido, que consiste em blocos de concreto e pisos quebrados, deverá ser retirado do local até a próxima semana por uma equipe da Secretaria de Obras Públicas do Estado (Seop).

De acordo com o secretário Eduardo Vieira, a demolição das 260 casas do conjunto, que fica na estrada do Apolônio Sales, próximo ao Residencial Santa Cruz, dará espaço a construção de quatro condomínios com 493 unidades que devem ser ocupados por famílias com renda máxima de até cinco salários mínimos.

A ocupação irá acontecer por meio do Programa de Arrendamento Residencial (PAR), uma política habitacional do governo federal que inclui, além de governos municipais e estaduais, a iniciativa privada.

Por enquanto, não há previsão de quando as casas começarão a ser construídas. A única garantia é que a operação que vai demolir todas as 260 unidades deverá encerrar até o fim deste mês.

Apesar de as casas nunca terem sido ocupadas, são considerada impróprias para moradia por motivos de irregularidades no piso, que impede, por exemplo, de armar uma rede dentro do imóvel.

Laudos da Fundação de Tecnologia do Estado e da Caixa Econômica Federal comprovam a impossibilidade de habitação e asseguram ao Governo do Estado sobre os riscos de colocar famílias para morar dentro das casas, com aquela estrutura.

“Se alguém botasse uma geladeira dentro de uma casa dessas, a geladeira simplesmente correria o risco de descer piso abaixo”, disse Vieira em entrevista recente.

 

 
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Rio Branco-AC, 13 de agosto de 2005
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