OPINIÃO
   EDITORIAL

Do Editor

 

Greve na Ufac

Está tudo preparado. A partir desta segunda-feira, dia 15, mais de duas centenas de professores da maior e mais antiga instituição de ensino superior do Estado, a Universidade Federal do Acre (Ufac), iniciam uma paralisação que não tem data para terminar. Quarenta e oito horas depois, cerca de quinhentos técnico-administrativos também sentarão nos bancos do Anfiteatro Garibaldi Brasil, no campus universitário, para, em uníssono, deliberar pelo “sim” ao protesto coletivo exigindo reposição salarial e outras reivindicações.

Para os estudantes, que “corriam o risco” de, pela primeira vez desde meados dos anos noventa, usufruir algumas semanas de férias, com a conseqüente regularização do ano letivo, a notícia não poderia ser pior. Mais do que ninguém, e por experiência própria, eles têm a certeza de que esse movimento de técnicos e docentes, a exemplo de outras paralisações de praxe, não terá a menor repercussão no plano federal, uma vez que as autoridades ligadas ao setor educacional estão mais interessadas em acompanhar o desenrolar da crise política que ganha corpo celeremente e ameaça fazer ruir muitos expoentes da política nacional, incluindo o próprio presidente da República.

Decerto a sociedade, a quem a universidade tem o dever de prestar contas, saberá avaliar os prós e os contras dessa greve na sua versão 2005. É de interesse geral - inclusive da comunidade universitária, supõe-se - que o consenso seja estabelecido e todos voltem, de preferência satisfeitos, com o resultado das negociações, que devem começar por esses dias.

 

 
© Copyright Página 20 todos os direitos reservados    -      Imprimir       -       TOPO
Rio Branco-AC, 13 de agosto de 2005
 COTIDIANO
 COLUNAS
 EDITORIAL
 ENTREVISTA
 ESPECIAL
 ESPORTE
 POLÍTICA
 OPINIÃO
 VIA PÚBLICA
 VARIEDADES
 EDIÇÕES
 EXPEDIENTE
 E-MAIL
 
   GIRO GERAL
Com Moisés Alencastro
   NA TRIBO
Com Roberta Lima
   PORONGA
Com Leonildo Rosas
 
 
P E S Q U I S A