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Do Editor |
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| Greve na Ufac Está tudo preparado. A partir desta segunda-feira, dia 15, mais de duas centenas de professores da maior e mais antiga instituição de ensino superior do Estado, a Universidade Federal do Acre (Ufac), iniciam uma paralisação que não tem data para terminar. Quarenta e oito horas depois, cerca de quinhentos técnico-administrativos também sentarão nos bancos do Anfiteatro Garibaldi Brasil, no campus universitário, para, em uníssono, deliberar pelo “sim” ao protesto coletivo exigindo reposição salarial e outras reivindicações. Para os estudantes, que “corriam o risco” de, pela primeira vez desde meados dos anos noventa, usufruir algumas semanas de férias, com a conseqüente regularização do ano letivo, a notícia não poderia ser pior. Mais do que ninguém, e por experiência própria, eles têm a certeza de que esse movimento de técnicos e docentes, a exemplo de outras paralisações de praxe, não terá a menor repercussão no plano federal, uma vez que as autoridades ligadas ao setor educacional estão mais interessadas em acompanhar o desenrolar da crise política que ganha corpo celeremente e ameaça fazer ruir muitos expoentes da política nacional, incluindo o próprio presidente da República. Decerto a sociedade, a quem a universidade tem o dever de prestar contas, saberá avaliar os prós e os contras dessa greve na sua versão 2005. É de interesse geral - inclusive da comunidade universitária, supõe-se - que o consenso seja estabelecido e todos voltem, de preferência satisfeitos, com o resultado das negociações, que devem começar por esses dias. |
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