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POLÍTICA

Reunião trinacional

Autoridades do Brasil, Bolívia e Peru discutem segurança na fronteira

Mauro Maciel/Secom
Secretário de Segurança
Pública, Antônio Monteiro, abriu
o encontro na manhã de ontem


O Teatro Plácido de Castro foi palco na manhã de ontem da II reunião Trinacional. O evento, cujo tema era “Segurança e Cidadania”, contou com a presença de autoridades civis e militares da Bolívia e do Brasil - apenas os representantes peruanos não puderam comparecer ao encontro, devido à greve geral que assola o país.

A reunião marcou o encerramento das negociações iniciadas em 17 de julho deste ano e que visam buscar soluções contra a prática de ações ilícitas comuns na fronteira dos três países, como o tráfico de drogas, a prostituição infantil e o furto de veículos.

Neste segundo encontro, em Rio Branco, além dos temas já mencionados serão debatidas também questões ligadas a saúde, ao comércio e ao turismo. Outro assunto que deverá entrar na pauta de discussões diz respeito à execução de ações preventivas relacionadas a problemas que poderão surgir com a construção da Estrada do Pacifico, bem como a repatriação de detentos condenados em país que não seja o de sua origem.

Segundo o governador do estado de Pando na Bolívia, cuja capital é Cobija, Fabio Alba Bastos, é impossível resolver todos esses problemas numa área fronteiriça se não houver a união de todos os países que integram a região.

“A fronteira é muito ampla, só com a união das autoridades podemos trabalhar no sentido de reduzir a criminalidade. A troca de informações entre as polícias do Brasil, da Bolívia e do Peru acabará com a sensação de impunidade que existe nesta região”, defende.

A mesma opinião é compartilhada pelo comandante da Polícia Militar Acreana, Coronel Célio Rodrigues. Segundo ele, antes mesmo de ser oficializada a parceria já vem dando certo e mostrando frutos.

“Depois que intensificamos a parceria de forma não oficial temos tido uma redução no roubo e furtos de carros e motos aqui em Rio Branco. Isso mostra que estamos no caminho certo”, revela.

Para a prefeita de Brasiléia, Leila Galvão, a integração das ações não beneficiará apenas os moradores da fronteira, mas também de outros municípios circunvizinhos. Segundo Leila, o progresso traz, além dos benefícios, aumento da criminalidade, a exemplo do que aconteceu com o município que administra após o asfaltamento da BR – 317, e a discussão preventiva, como vem ocorrendo, é importantíssima para evitar a falta de segurança para a população.

“Esses debates, essa integração visam melhorar a qualidade de vida da população acreana e isso é o importante. Tivemos aumento do numero de furtos de motocicleta em Brasiléia após o asfaltamento da BR. A partir do momento que estamos aqui discutindo ações para reduzir a criminalidade na área da fronteira mostra que estamos no rumo certo”, defende.

Segundo o secretário de Segurança Pública, Antônio Monteiro, o governo do Estado irá estruturar a área de segurança dos municípios que direta ou indiretamente sofrerão influencia com a conclusão da obra de asfaltamento da estrada do pacífico.

“Estaremos estruturando melhor os municípios de Assis Brasil, Brasiléia, Xapuri, Capixaba, Senador Guiomard, Plácido de Castro e Acrelândia para que possamos desta forma atuar melhor no combate a criminalidade”, disse.

 
 
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Rio Branco-AC, 13 de agosto de 2005
   GIRO GERAL
Com Moisés Alencastro
   NA TRIBO
Com Roberta Lima
   PORONGA
Com Leonildo Rosas
 
 
P E S Q U I S A