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POLÍTICA

Cirurgia realizada no Acre chama a atenção de especialistas

Médicos que atuam no Estado participam de Congresso Nacional de Cirurgia Vascular e são destaque

 


Rachel Moreira

O VI Congresso Norte e Nordeste de Cirurgia Vascular, que aconteceu nos dias 7 e 8 em Natal, no Estado do Rio Grande do Norte, teve a participação de três médicos que atuam no Estado. O grupo foi coordenado pelo diretor da Fundação Hospitalar do Acre (Fundhacre), cirurgião Thadeu Moura.

Entre os casos apresentados pela equipe acreana, um deles foi destaque entre os médicos presentes. Uma cirurgia realizada em um jovem de 18 anos, vítima de uma síndrome rara, a Síndrome de Parker Weber. O rapaz tinha as pernas repletas de ulcerações provenientes de fístulas (úlcera em forma de canal estreito e profundo) entre as artérias e as veias.

Segundo o diretor, o caso chamou a atenção dos demais participantes do Congresso porque na maioria das vezes os médicos optam pelo tratamento convencional, só partindo para a cirurgia em casos extremos, devido à complexidade e os riscos existentes no procedimento.

A cirurgia consiste na abertura de toda a extensão da coxa, onde são realizadas suturas na artéria, nos pontos onde há fístulas. Qualquer procedimento errado pode comprometer um nervo e causar sérios danos ao paciente.

Para o cirurgião Thadeu Moura, o fato de o Acre ter se destacado entre os demais Estados da região Norte é uma vitória e mostra o compromisso com a pesquisa e a reciclagem existentes hoje entre a categoria médica.

“Estamos na frente dos demais Estados da região Norte devido ao momento em que o Acre vive de incentivo à pesquisa médica”, afirma.

Segundo o médico, o Estado demonstra ao participar de Congressos médicos como este, apresentando trabalhos, que aqui se faz as mesmas coisas que são realizadas nos grandes centros.

“O importante disso tudo é que o Acre coloca em discussão no cenário nacional os procedimentos médicos realizados aqui, por ter a segurança de que estamos trabalhando em sintonia com os procedimentos adotados nos grandes centros. Por exemplo, se você fizer um feijão em casa e sair salgado, só você sabe. Nesse caso não, nós apresentamos o que estamos fazendo para que os médicos que são referência no assunto discutam o que fizemos”, explica.

 
 
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Rio Branco-AC, 13 de setembro de 2006
   GIRO GERAL
Com Moisés Alencastro
   NA TRIBO
Com Roberta Lima
   PORONGA
Da Redação
 
 
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