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   PORONGA
Com Leonildo Rosas  

FRASE

“Inadvertidamente, dei um soco no presidente [Tião Viana]. Mas agora nos beijamos e está tudo bem.”

Deputado Fernando Gabeira (PV-RJ)


Sofrimento

Logo após a divulgação do resultado, o senador Tião Viana (PT), que presidiu a sessão que preservou o mandato de Renan Calheiros (PMDB-AL), declarou à Globo News que o Senado continuará sofrendo com a imagem no chão. Deu a senha sobre o que pensa a respeito do episódio que envolve o senador garanhão das Alagoas.

Elogios de Camata

O senador Gerson Camata (PMDB-ES), segundo-secretário da mesa diretora, fez questão de elogiar a atuação do senador Tião Viana à frente da sessão histórica de ontem. Antes de a sessão virar secreta, Camata relatou em plenário que na reunião da mesa pela manhã, convocada para analisar a decisão do STF que garantiu o acesso de 13 deputados federais à sessão, Tião Viana defendeu que a sessão fosse aberta a todos os deputados. “Mas ele [Tião Viana] foi voto vencido.”

Ninguém merece

Os acreanos não mereciam o desempenho da maioria dos seus senadores no episódio que julgou o senador Renan Calheiros (PMDB-AL) por quebra de decoro parlamentar. O alagoano, por sua biografia, não vale tanto empenho de políticos conceituados para defendê-lo.

Covardia

Os seis senadores que se abstiveram de votar contra a cassação de Renan Calheiros são piores do que aqueles que votaram pela sua permanência. Abster-se num processo desses é covardia extrema. É o pior dos votos. Mas, independentemente do resultado, a vaca - ou seria o boi - política do parlamentar alagoano foi para o brejo.

Os quarenta

Quarenta foram os senadores que votaram contra a cassação de Renan Calheiros. A mesma quantidade eram os companheiros de Ali Babá.

Escrito nas estrelas

Estava escrito - e não era na estrela petista - que esse processo contra Calheiros teria a participação efetiva dos acreanos. Tudo começou com Sibá Machado como presidente do Conselho de Ética e se encerrou com Tião Viana na presidência do Senado.

Políticos e repórteres

Como a imprensa foi impedida de entrar no Senado para assistir ao julgamento de Renan Calheiros, vários políticos fizeram o papel de repórteres informando os jornalistas que estavam do lado de fora. Há muito tempo o direito à informação não era cerceado de forma tão arbitrária.

No gogó

Foram de pouca serventia os discursos dos senadores ontem no Senado. Com o sistema de som e os microfones desligados, os parlamentares tiveram que fazer o uso do gogó. Quase ninguém ouviu o que foi falado.

Esse número...

Treze foram os deputados federais autorizados pelo STF a entrar na sessão secreta do Senado. A numerologia petista não deu muita sorte. Tanto que a confusão começou na chegada, quando foram barrados e impedidos de entrar.

Uma pergunta

Será que o senador Sibá Machado (PT), na hora em que foi votar ontem contra ou favor da cassação de Renan Calheiros, lembrou que está representando os eleitores da ministra do Meio Ambiente Marina Silva?

Dia de JK

Nem o fundador de Brasília, Juscelino Kubistchek, poderia imaginar tanta confusão em Brasília exatamente no dia em que completou 105 anos do seu nascimento. O presidente nasceu dia 12 de setembro de 1902. Ao contrário do senador alagoano, Kubistchek foi perseguido injustamente pelos militares.

Último a saber

Uma situação constrangedora foi registrada durante reunião dos deputados com representantes dos sindicatos da Saúde estadual. Médico, o deputado Donald Fernandes (PSDB) deu um pito nos sindicalistas alegando que não é avisado de nada. Fernandes votou no projeto do governo que concedeu benefícios à Fundhacre.

Insustentável

Passou a ser considerada insustentável a presença do deputado Mazinho Serafim no PT. Depois de entrar em conflito com Carioca Nepomuceno, o parlamentar bateu de frente com Fábio Vaz, outro importante assessor do governador Binho Marques. Na campanha do ano passado, Mazinho já houvera ameaçado de agressão física a assessora parlamentar do senador Tião Viana, Sílvia Monteiro. Detalhe: há um bom tempo Serafim vem querendo sair do partido.

Sem cabimento

Caso seja convidado a sair do PT, não tem cabimento os petistas pedirem aos demais partidos aliados para que o deputado não seja aceito nas suas fileiras. Já houve casos de pessoas que deixaram outras legendas pelas portas do fundo, mas foram recebidas de braços e sorrisos abertos pelos petistas.

Outro lado

Aliado de Mazinho Serafim diz que ele tem temperamento forte. Isso todo mundo sabe. Mas, segundo o aliado, o parlamentar tem direito de escolher com quem deseja falar e de responder a sua maneira quando sentir-se destratado. Todos somos seres humanos, ameniza o correligionário de Serafim.

Reflexo em Sena

Toda essa confusão envolvendo Mazinho Serafim e a cúpula do PT pode ter reflexo em Sena Madureira. O parlamentar está numa ótima relação com o prefeito Nilson Areal (PR).

Descartada

Está descartada a possibilidade de Ilderlei Cordeiro (PPS) se candidatar a prefeito de Cruzeiro do Sul. Essa é a avaliação que fazem seus colegas de bancada em Brasília. Cordeiro alimenta essa hipótese apenas para manter-se em evidência.

Dinheiro em caixa

Dirigentes da Unale verificaram o saldo bancário da entidade e constataram que o cheque emitido para pagar a pensão aos familiares do deputado Francisco Cartaxo - morto em maio deste ano - ainda não fora sacado. O pagamento foi realizado no último dia 3.

João processado

Responder processo sem mandato não é fácil para o político. Quem sentirá na pele será o ex-deputado federal João Correia (PMDB). O peemedebista está entre os denunciados pelo Ministério Público Federal à Justiça Federal do Mato Grosso pelo suposto envolvimento na Máfia das Sanguessugas. Embora alegue inocência e tenha sido absolvido pelos ex-colegas de parlamento, Correia ainda terá dores de cabeça pior do que ressaca provocada por uísque falsificado.

O Acre e o PAC

O seminário promovido pelos deputados federais Fernando Melo (PT) e Sérgio Petecão (PMN), previsto para ser realizado dia 24, em Rio Branco, terá o seguinte tema: “O Acre, o PAC e o Orçamento Geral da União”.

Taco fincado

Em vez de provocar reação positiva, a fábrica de taco construída pelo governo em Xapuri está causando efeito contrário. Os xapurienses pensam que os tacos são de sinuca e relembram aquele prefeito que deixava as ruas serem comidas pelos buracos, mas passava boa parte do dia encaçapando as bolas no pano verde.

Impróprio

Houve um lado bom na série de restrições impostas para que a nação brasileira não ficasse sabendo o que ocorreu ontem no Senado. Ao menos as crianças ficaram protegidas contra a má influência dos distintos senhores. Se houvesse transmissão, a sessão deveria ser proibida para menores de 18 anos.

Contra os temporários

Do acadêmico do curso de Jornalismo da Ufac Narciso Netto a coluna recebeu o seguinte comentário: “Triste o movimento de pessoas com e sem interesse direto para a aprovação da medida que busca legalizar algo ilegal e imoral. É a Constituição do país que estão tentando pisar, rasgar. Não se pode esperar nada de um país cujas leis são modificadas sempre que a opinião pública pressiona de alguma forma e políticos irresponsáveis vêem nisso oportunidades de ganho político. Sei que são mais de 11 mil servidores irregulares no Acre, que são mais de 11 mil pais de famílias, mas sei também que existem muitos mais desempregados, jovens ou não, que estão se preparando para tentar a aprovação em concursos públicos. E esses ninguém defende. Ninguém vai dar ônibus para que eles também possam ir a Brasília fazer seu protesto? Triste para o país, triste para nós”.

 
 
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Rio Branco-AC, 13 de setembro de 2007
   GIRO GERAL
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