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Advogado de Roberto Filho apresenta habeas-corpus ao TJ Ex-deputado está preso com o filho em presídio de segurança máxima Antonio Amaro Alves, em celas separadas |
![]() Roberto Filho foi preso com o filho Bebeto no último domingo |
O ex-deputado Roberto Filho foi preso na noite de domingo, após dois dias de expedição do mandado feito pela juíza da 2ª Vara Criminal, Denise Bonfim. O filho do ex-parlamentar, Bebeto Júnior, também foi preso e transferido com o pai para o presídio de segurança máxima Antonio Amaro Alves, onde o ex-deputado federal Hildebrando Pascoal cumpre pena. Por ordem judicial, pai e filho estão em celas separadas. O advogado da família, Sanderson Moura, já tomou a primeira providência na tentativa de tirar os clientes da prisão. Ele apresentou na manhã de ontem ao Tribunal de Justiça um pedido de habeas-corpus, que deverá ser analisado por desembargadores. “Eu confio na serenidade dos desembargadores e sei que eles vão acatar o pedido. Está muito evidente que Roberto Filho e Bebeto Júnior foram vítimas de armação do delator, conhecido por Werneck. Ele tem um histórico criminal e isso deve ser levado em consideração”, declarou o advogado. A prisão de pai e filho aconteceu após o Ministério Público Estadual (MPE) apresentar uma ação, com provas, do possível contato feito pelo ex-deputado com um pistoleiro para encomendar a morte do juiz da 4ª Vara Criminal, Clóvis Cabral, da promotora da Promotoria de Defesa do Consumidor, Alessandra Marques, e do suplente a assumir a vaga da deputada Naluh Gouveia na Assembléia Legislativa do Estado, Josenir Anute. O juiz Clóvis Cabral, foi quem decretou a prisão preventiva de Roberto Filho há mais de um mês, por ter possivelmente ameaçado o corretor de seguro que não deu ganho de causa para o incêndio na sua casa. A promotora Alessandra Marques foi a autora da denúncia. No referido processo, o ex-parlamentar teria cometido o crime de “incolumidade pública”, previsto no artigo 250, do Código Penal, que significa “causar incêndio, expondo a perigo a vida, a integridade física ou o patrimônio de outrem”. Pelo que consta no processo, Roberto Filho teria ateado fogo na própria residência com o fim de receber o seguro. Já a suposta encomenda da morte de Josenir Anute seria pelo fato de ele ser o primeiro-suplente da Frente Popular. Filho é o segundo-suplente da coligação e passará a ser o primeiro a partir da posse de Josenir Anute, que assumirá a vaga deixada por Naluh Gouveia, escolhida recentemente para o Tribunal de Contas do Estado (TCE). |
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