POLÍTICA

Magalhães fala sobre o caso Roberto Filho


Pela primeira vez, o presidente da Assembléia Legislativa do Acre (Aleac), deputado Edvaldo Magalhães (PC do B), falou sobre as denúncias que envolvem o ex-deputado estadual Roberto Filho. Ele é acusado pelo Ministério Público do Estado (MPE) de tramar a morte de ao menos três pessoas - um juiz, uma promotora e um suplente de deputado. Magalhães classifica as denúncias como “gravíssimas” e que não podem ser encaradas como normais. “Um espanto!”, completou.

Amanhã, os promotores que estão à frente das investigações irão explicar, em plenário, aos deputados e à imprensa como se deram as investigações e apresentar as provas que os levaram a pedir a prisão de Roberto Filho. Um dos possíveis alvos de Roberto Filho é Josenir Anute, que no próximo ano assumirá a vaga da deputada Naluh Gouveia (sem partido), escolhida pela Casa, no começo do mês, para ocupar a vaga de conselheira do Tribunal de Contas do Estado (TCE).

Com uma eventual morte de Anute, Roberto Filho assumiria uma cadeira na Aleac e qualquer processo contra ele ficaria mais difícil de ser executado, já que contaria com a imunidade parlamentar que garante o foro privilegiado. Mas o presidente da Aleac já antecipou: “Aqui no Parlamento não serão acolhida pessoas desse tipo”. Para Magalhães, o tempo do crime organizado no Acre já acabou, e atitudes como essas precisam ser reprimidas. “Só a decisão da Justiça em decretar a prisão dele [Filho] já representa um grande avanço”, diz.

O parlamentar lembrou o fato de a Assembléia Legislativa do Acre ter sido uma das instituições que à época mais contribui para pôr fim às ações do crime organizado no Estado. “A Assembléia sempre combateu esses tipos de práticas; foi um tempo dolorido para o povo acreano, mas que soubemos superar. Não podemos aceitar atitude como essas.” (Fábio Pontes/Agência Aleac)

 
 
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Rio Branco-AC, 13 de novembro de 2007
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