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Artista plástico derrama sensibilidade em obras surreais Carlos Alberto Assef se prepara para a exposição “Visões da Mata” |
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O artista plástico Carlos Alberto Assef é um desses homens que não escondem a boa educação, acrescida da sensibilidade e técnica de pintar lindas paisagens em papel especial. Usando pincel e os dedos, ele desenha traços que se transformam em obras de arte. A técnica envolve pastel seco e oleoso e tinta de tecido. Foi uma única experiência com o santo daime que o levou ao surrealismo. Ele traduz o surrealismo como sendo a representação do real por meio de símbolos do inconsciente coletivo que interfere no real levando a pessoa a analisar o contexto. Carlos é acreano de Sena Madureira, mas foi criado no Rio de Janeiro, tendo estudado na Europa, onde conheceu o mestre Joaquim Torrents Llato, famoso retratista e paisagista. Carlos se interessou em explorar o tema natureza em suas obras em 1981, quando realizou uma exposição e quadros no prédio do antigo Banacre. Desde então vem aprimorando seu trabalho e já tenta organizar a exposição “Visões da Mata”. Visando se concentrar melhor para produzir seus quadros ele optou por morar em um hotel próximo a Rodoviária de Rio Branco. O artista pretende levar seu trabalho para as escolas e incentivar a descoberta de novos talentos e dons. O interesse por projetos de arte educativa surgiu a partir dos anos 70, assim como o de levar sua experiência para as escolas e incentivar o debate sobre a fauna, a flora e a devastação. Porém, Carlos está produzindo quadros e vendendo para levantar fundos e concretizar a meta da exposição. Ele está procurando conhecer os artistas plásticos locais para troca de experiências. “Gosto de tudo que está ligado a arte, todo tipo de arte. Já conheci atores e cantores acreanos, agora quero conhecer os artistas plásticos”, explicou. Ele cita uma definição feita em 1978 por Jorge Romero Brest que diz o seguinte: “A arte é uma situação, não é uma coisa. E esta situação quando se dá é tão intensa como instável e frágil. Para fazer uma comparação é como é como a felicidade. O grande erro dos infelizes é achar que a felicidade é coisa permanente. É um estado uma situação que se manifesta em determinados momentos, mas quando ocorre é tal a sua intensidade, que pode modificar inteiramente a sua vida. Arte é isso”. Além de estar vendendo seus quadros, Carlos também aceita encomendas e pode ser encontrado no Hotel São José, no bairro Cidade Nova ou pelo telefone: 3244-2498. |
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