COTIDIANO

Volta às aulas anima papelarias

Início do período letivo das redes pública e privada estimula comércio a renovar estoque de material didático

Regiclay Saady
Crescimento da demanda nessa época do ano faz com que lojistas renovem estoque de material com freqüência


Whilley Araújo

As papelarias e livrarias da capital já começaram a reforçar os estoques para as vendas de volta às aulas em fevereiro, melhor período do ano para o setor. As tradicionais listas de materiais com cadernos, sulfites e canetas devem aumentar as vendas no período que antecede as aulas em relação aos outros meses do ano, segundo expectativa de lojistas.

“É a melhor época para as papelarias, pois no segundo semestre os alunos só repõem os materiais compradoes em janeiro. Quanto mais avançada for a série do estudante, maior será o preço dos produtos”, conta Richard Miranda, gerente da Papelaria Globo.

Ele afirma que a loja já começou a renovar o estoque e que a procura deve aumentar a partir da segunda quinzena de janeiro, chegando ao auge no mês de fevereiro. “É um período de troca de material. Os alunos querem começar o semestre com novos cadernos, fichários, mochilas e outros artigos”, analisa o gerente.

De acordo com Richard, a procura por parte dos consumidores é maior por cadernos e mochilas, além dos artigos em lançamento, o que é comum nesta época do ano. “As crianças preferem artigos que retratam desenhos famosos da televisão ou super-heróis”, revela.

O Armarinho Requinte, que reabriu as portas ontem após passar um período fechado para balanço, também está com grande expectativa em relação ao aumento das vendas, segundo a vendedora Cristina Felisberto.

“Esperamos que as vendas superem as registradas no ano passado, reabrimos a loja ontem e já recebemos vários clientes, o que é muito animador”, ressalta Cristina.

Pais pesquisam preços

A empregada doméstica Maria Alice foi a uma papelaria da cidade na manhã de ontem com o intuito de comprar os primeiros matérias escolares para a filha, Valdenice da Silva, 15 anos. Alice falou que iria pesquisar o preço dos produtos antes de adquirir qualquer artigo.

“Já vi alguns materiais com o preço superior ao que encontrei em outra papelaria, por isso é sempre bom fazer uma comparação antes de comprar”, relata a empregada doméstica.

A exemplo de Alice, a cobradora de ônibus Deusilange Lima também foi a procura de materiais escolares na manhã de ontem. “Minha filha está insistindo para eu comprar uma mochila da Barbie, mas custa R$ 120. Por isso, já falei a ela que temos que procuram outras mochilas, pois o dinheiro é curto, temos que economizar”, destaca Deusilange.

Veja dicas do Procon na hora de comprar o material escolar

Faça pesquisa de preços, levando em consideração as taxas de juros, no caso de realizar compras a prazo. Se possível, efetue pagamento à vista e pechinche. Fique atento às promoções, certificando-se de que, tanto o preço, quanto o produto em questão realmente valem a pena.

Quando possível, reuna um grupo de consumidores, verificando junto às lojas (varejistas ou até mesmo atacadistas) os descontos que poderão ser dados ao se adquirir grandes quantidades.

Procure comprar somente o necessário, lembrando-se de que nem sempre o material mais caro e sofisticado é o melhor.

Se houver problemas com a mercadoria adquirida, mesmo que seja importada, o consumidor tem seus direitos resguardados pelo Código de Defesa do Consumidor. Não perca os prazos para reclamar: 30 dias para produtos não duráveis e 90 dias para os duráveis.

Fique de olho nas embalagens de materiais como colas, tintas, pincéis atômicos, fitas adesivas, entre outros, que devem conter informações claras e precisas a respeito do fabricante, importador, composição, condições de armazenagem, prazo de validade e se apresentam algum risco ao consumidor, tudo em língua portuguesa.

Exija sempre a nota fiscal com os artigos discriminados, documento indispensável no caso de problemas com a mercadoria. Recuse quando for relacionado apenas o código do produto, pois dificultará sua identificação. No caso de compra com cheques pré-datados faça com que as datas sejam especificadas na nota fiscal e, também, no verso dos cheques como forma de garantir o depósito na data combinada com a loja.

Evite comprar em marreteiros e camelôs pois, apesar de venderem mais barato, eles não fornecem nota fiscal, dificultando assim a troca ou assistência do produto se houver necessidade.

As escolas têm obrigação de fornecer as listas aos alunos, para que os pais possam pesquisar preços e escolher o fornecedor de sua preferência. Algumas exigem que o material escolar seja comprado no próprio estabelecimento, mas esta prática é abusiva.

 

 
© Copyright Página 20 todos os direitos reservados    -      Imprimir       -       TOPO
 COTIDIANO
 COLUNAS
 CHARGE
 EDITORIAL
 ENTREVISTA
 ESPECIAL
 POLÍTICA
 OPINIÃO
 VARIEDADES
 EDIÇÕES
 EXPEDIENTE
 E-MAIL
 
Rio Branco-AC, 14 de janeiro de 2007
   GIRO GERAL
Com Moisés Alencastro
   NA TRIBO
Com Roberta Lima
   PORONGA
Da Redação
 
 
P E S Q U I S A