COTIDIANO

Empresários do Pólo moveleiro querem organizar cooperativa

Entidade vai ajudar na exportação de móveis para outros Estados

Divulgação
Carrefour encomendou
móveis de empresários acreanos


Val Sales

Um grupo de 18 empresários, dos 32 que integram o Pólo Moveleiro do Distrito Industrial, esteve ontem na Delegacia Regional do Trabalho (DRT) em busca de orientação para se organizarem em uma única cooperativa. A Cooperativa de Produção Moveleira do Estado do Acre (Copermóveis) já existe no nome de fantasia, mas precisa ser organizada e os donos querem se informar sobre funcionamento, contratação de funcionários e outros pontos que no futuro poderiam lhes trazer problemas com a própria DRT e com o Ministério Público Estadual (MPE).

O grupo organizado já fechou negócio com um Carrefour de São Paulo para a exportação de mil conjuntos de mesa, além de está equipado com 500 metros cúbicos de madeira e contar com o apoio de órgãos governamentais e Sebrae/Acre. O empresário Domingos Sales Diógenes explicou que já existe um prédio alugado no Distrito Industrial para que o trabalho de produção seja iniciado. “A nossa grande dúvida é como iniciar os termos de cooperação”, ressaltou.

O presidente da Copermóveis, Raimundo Nonato Rodrigues da Silva, reforçou a afirmação do companheiro e disse que estava ali para saber como funcionam as leis trabalhistas, do contrato do empregador com o trabalhador. “Também saber os direitos deles com relação à carteira assinada. Assim a gente vai colocar uma mão de obra qualificada na cooperativa, para que amanhã não venhamos sofrer as represálias dos órgãos que fiscalizam o sistema”, explicou.

Ele reforçou ainda que a parceria vá surgir com potência para exportar produtos para outros Estados. “A gente já deu um grande em uma parceria com o Sebrae. Temos tudo para fortalecer a economia e dá um grande passo na produção local, porém, queremos fazer tudo certo para que nada seja considerado irregular”, completou.

Já o delegado do trabalho Manoel Neto disse que o órgão tem a obrigação de informar aos trabalhadores. “A gente faz esse tipo de palestra para os empregadores por uma questão de educação e por entender que o microempresário não tem o poder de contratar profissional. Todos eles têm que ter, é claro, uma estrutura de pessoal, um contador e um advogado trabalhista, porque a nossa função primordial é com o empregado”, esclareceu. O delegado elogiou a atitude dos investidores acreanos, que acreditam, e podem contribuir para o crescimento da economia no Acre por meio da geração de emprego e renda.

 

 
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Rio Branco-AC, 14 de fevereiro de 2007
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