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Hora de trabalhar Durante quase um mês e meio deste ano de 2007, as principais instituições e repartições públicas do Estado estiveram praticamente acéfalas. Não se podia encontrar atrás de uma mesa aquela figura geralmente sisuda que exercesse seu papel de líder oficial, com direito a portaria, carimbo e outras mordomias. Nesta segunda-feira, finalmente o governo empossado na festa do Réveillon anunciou a segunda e última etapa do seu staff, depois da dolorosa expectativa da sociedade e - sobretudo - dos que viram sepultado seu ciclo de poder e glória. Nem precisa explicar que muitos nomes desagradaram a massa eleitora, já que ao cidadão comum não é outorgada a prerrogativa de escolher chefe desse ou daquele órgão. Houve reclamações de parcela da comunidade e surpresa dos que se sentiram injustiçados, acreditando que deram o máximo de si e não lograram a merecida recompensa. Paciência! São as entrelinhas da política, e procurar entendê-la não é tarefa das mais gratificantes e prazerosas. Se o anúncio dos auxiliares do novo governo demorou muito ou veio no momento certo, a discussão agora muda de contexto. Os contemplados devem agora afrouxar a gravata e cair em campo porque serão três anos e dez meses de trabalho e de cobrança da população. O Acre precisa dar seqüência à terceira edição do Governo da Floresta e provar que, até o fim da presente década, será um dos melhores lugares do Brasil para se viver. |
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