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Teste rápido nas escolas O Departamento de Ações Básicas de Saúde (Dabs), responsável pelo programa de prevenção de DST/Aids no Estado, deve iniciar em breve um projeto que visa realizar testes rápidos nas escolas no sentido de identificar portadores do vírus HIV. A idéia é bem-vinda, mas é certo que esse teste deverá gerar muita polêmica até que seja efetivamente aplicado. Há uma preocupação quanto à realização desse tipo de teste em escolas, haja vista que a identificação de portadores do vírus, em muitos casos, resulta em preconceito. Certamente não é isso que os coordenadores do Dabs desejam. Antes de aplicá-los, devem ser ouvidos todos os interessados, além de autoridades da área de saúde e ainda os órgãos de defesa da infância e juventude para que o projeto não venha ter ação diferente daquela planejada. Os testes, porém, não vão resolver os problemas de saúde pública causados pela iniciação sexual precoce dos jovens acreanos ou pela falta de cuidado que eles têm durante o ato sexual. A verdade é que se precisa de ações efetivas de conscientização voltadas para o público adolescente. Não existe no Acre, assim como no restante do país, um programa de educação sexual que se mostre eficiente. É bem verdade que esse programa nem existe nas escolas acreanas. Criá-lo talvez fosse a ação mais eficaz no combate às DSTs e à própria Aids que a identificação de possíveis soropositivos. Essa é a ação que se deve ter na defesa dos nossos jovens. |
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