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Corrida atrás do futuro

Uma aventura de quem leva o dia-a-dia apanhando e aprendendo segredos no instável mundo dos negócios


Cleimak exibe produtos que comercializa
na Livraria Maná, criada na
garagem da casa da mãe


Juracy Xangai

Desde criança, ainda aos 11 anos de idade, Cleimack da Silva Lopes, hoje com 30 anos, já se empolgava ajudando a mãe na pequena mercearia improvisada em casa.

O tempo foi passando e ele queria aprender mais sobre o mundo dos negócios. Para isso, aventurou-se por um tempo vendendo panelas em Minas Gerais, vendeu cartões de visita, prestou serviços variados, atendeu em balcão e de volta ao Acre trabalhou no escritório da Droga Centro, ocasião em que um amigo lhe propôs montar o próprio negócio.

“Discutimos idéias, fizemos planos e como não tínhamos dinheiro, decidimos tentar um empréstimo. Fomos ao Banco da Amazônia, onde um amigo explicou que se tivéssemos feito os cursos do Sebrae encontraríamos mais facilidade para conseguir a liberação do dinheiro. Foi então que me inscrevi para fazer a Oficina Sebrae de Empreendedorismo”, recorda.

“Foi como se alguém tirasse um véu que estava na minha frente e o mundo clareasse para eu ver melhor como são as coisas. Não tive mais dúvidas: desisti do empréstimo, vendi um terreno que estava pagando, o carro e a moto, pedi demissão do emprego e foi aí que nasceu a Livraria Maná, na garagem da casa da minha mãe”, prossegue Cleimack.

A meta era sair da garagem para uma loja convencional em dois anos. Saiu em seis meses, alugou porta na rua Quintino Bocaiúva para ficar dois anos, mudou-se com oito meses para uma das salas no piso do Shopping Daniele onde está há quatro anos e faz planos para estar de casa própria até o fim deste ano.

“Aprendi que não basta apenas trabalhar e ganhar dinheiro, para que as coisas funcionem de verdade, é preciso fazer planos, ir corrigindo os erros e, principalmente, estabelecer metas com o resultado que se pretende alcançar e em quanto tempo. Além de buscar atender nossos clientes o melhor possível, o estabelecimento de metas tem evitado que eu possa desviar meu rumo”, esclarece.

Olhando ainda para o passado, Cleimack lembra que, embora tivesse jeito para trabalhar no mundo dos negócios, antes de participar da oficina de empreendedorismo do Serviço de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae), ele tinha pouca confiança em si mesmo. “Boas idéias nunca me faltaram, o que faltava era coragem. A oficina foi importante, mas o Empretec transformou tudo de uma vez, só quem fez o treinamento pode entender o que estou querendo dizer. Hoje, quando olho para trás, vejo que já caminhei bastante.”

Nessa caminhada, confidencia, uma das coisas que aprendeu é que o mundo dos negócios é para todo mundo, mas nem todo mundo é para o mundo dos negócios. “Cuidar do próprio negócio exige dedicação, plano, saber aonde quer chegar, estar aberto para aprender todo dia. Apanhei bastante, mas aprendi coisas simples como investir 90% do capital em produtos de giro rápido e apenas dez naquelas mais especializadas que só pouca gente compra. Se não fizer assim você quebra”.

Correndo atrás - Cleimack, que sempre havia se dado bem em todas as atividades com que se envolvera ao longo de sua vida, acabou desprezando os estudos - afinal de contas, não tinha precisado deles até criar sua própria empresa. “Agora, aos 30 anos, estou entrando para o primeiro período do curso de administração pela Firb. Sempre achei que não precisava, hoje entendo o quanto estar preparado é importante. A verdade é que o negócio acabou andando mais rápido do que eu e agora estou correndo atrás”, conta.

 
 
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Rio Branco-AC, 14 de março de 2007
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