COTIDIANO
 COLUNAS
 CHARGE
 EDITORIAL
 ENTREVISTA
 ESPECIAL
 POLÍTICA
 OPINIÃO
 VARIEDADES
 EDIÇÕES
 EXPEDIENTE
 E-MAIL
 
POLÍTICA

Diálogo como remédio para as dúvidas

Secretário municipal de Saúde reúne vereadores para esclarecer avanços no sistema no município

Marcos Vicentti
Vice-prefeito e secretário de Saúde, Eduardo Farias, fala aos vereadores sobre a saúde municipal


Val Sales

O secretário municipal de Saúde, Eduardo Farias, reuniu-se ontem os vereadores de Rio Branco para esclarecer dúvidas que ainda pairavam em relação aos avanços no setor, assim como as dificuldades que perduram na área. Os questionamentos ressurgiram a partir da veiculação em rede nacional da problemática enfrentada pelas pacientes da Maternidade Bárbara Heliodora, o que culminou em críticas por parte da oposição.

A reunião aconteceu no auditório da Fundação Nacional de Saúde (Funasa), ocasião em que o secretário falou da necessidade de eliminar qualquer dúvida sobre alguns equívocos que estariam ocorrendo na Câmara do município. Ele lembrou os problemas que a prefeitura herdou de administrações anteriores, em que muitos não cuidaram, por exemplo, dos laboratórios, da rede e da informatização do sistema de saúde.

Outro aspecto apontado por ele é o fato de a atual gestão ter assumido há apenas dois anos. “Todos os nossos dados são positivos, mostrando que estamos no caminho correto. Lutamos contra uma herança cruel que vem de muito tempo e que em muitos casos não se via uma abordagem sistêmica no problema de saúde do município”, explicou.

Segundo ele, a atual administração assumiu um sistema no qual os módulos de saúde da família estavam de costas para os centros de saúde, assim como os centros estavam de costas para a Fundhacre, isto é, sem comunicação. “Hoje a marcação de consultas na Fundhacre é feita no próprio centro de saúde. Isso é uma coisa que não se faz do dia para a noite porque tem que haver um aculturamento, desde o profissional que trabalha na unidade até a população”, assegurou.

Eduardo Farias fez questão de ressaltar que as portas para o diálogo estão abertas para esclarecer qualquer dúvida por parte dos representantes do povo. O secretário garantiu que não existe “caixa-preta” na Saúde e que a administração está consciente de que vem avançando e que ainda há muito o que melhorar no setor. “Não gostamos de saber que 45% da população de Rio Branco não tem uma referência clara de saúde, que alguns medicamentos importantes não estão nas prateleiras com assiduidade, porém, temos que enfrentar o desafio com a consciência tranqüila de que não fomos nós que criamos esse problema”, disse.

Mortalidade infantil caiu 5%

Eduardo Farias explicou que quando a saúde do município vai mal o elo mais frágil na cadeia da relação humana é a criança menor de um ano, a primeira a ser atingida. No entanto, ele assegurou que a capital avançou no setor, obtendo uma das maiores quedas de mortalidade nos últimos anos. “Em 2004, quando assumimos, a mortalidade estava em torno de 21%. Dois anos depois ela está em torno de 16%. É que a cobertura vacinal aumentou e o pré-natal também aumentou em 10% e as mães estão tendo mais acesso ao sistema de saúde porque aumentamos a produtividade”, assegurou.

Eduardo Farias ressaltou o município é carente de recursos, apesar de o prefeito Angelim conseguir aumentar em 40% o repasse financeiro para o setor. “Para se ter uma idéia, cada equipe de saúde da família, autorizada pelo Ministério da Saúde, custa ao município o repassa R$ 5,3 mil. Ao todo, mensalmente a prefeitura gasta mais de R$ 30 mil de recursos próprios. A situação é difícil, porém, a gente não vai colocar remendo, e sim enfrentar a dificuldade de frente e resolver da maneira mais eficaz possível”.

A oposição cumpre seu papel, diz Rodrigo Pinto

O vereador Rodrigo Pinto (PPS) garantiu que as cobranças feitas em relação à problemática detectada na maternidade Bárbara Heliodora e outras unidades de saúde não tiveram cunho meramente oposicionista ou político, mas o cumprimento da função de fiscalizar e cobrar ações do poder público para a melhoria de vida da comunidade. “Verificamos que havia várias falhas, principalmente na questão do atendimento à população. Faltam de médicos, odontologistas e medicamentos, assim como gases e outros materiais para se fazer um simples curativo”, observou.

As reclamações feitas no plenário da câmara resultaram no convite do secretário, que se predispôs a mais uma conversa com os vereadores. “O importante é que quando a oposição se movimenta e mostra uma falha real, sem que seja uma simples crítica, existe uma movimentação do poder executivo em tentar solucionar o problema, e é o que está acontecendo hoje”, assegurou.

O presidente da mesa diretora da câmara, Pedrinho Oliveira (PMN), traduziu a conversa como sendo uma reunião técnica, onde o secretário ressaltou os avanços ocorridos no sistema de saúde e as deficiências que ainda existem. “Nós sabemos que a saúde avançou, mas que tem problemas. Eu acho que o diálogo é muito importante para que nós não apenas critiquemos sem mostrar solução. Com essas informações teremos mais subsídios para debatermos na casa a situação do setor no município”, afirmou.

Já o líder do prefeito no legislativo, Márcio Batista (PCdoB), ressaltou a importância da discussão para a compreensão dos vereadores. Para ele, o fato representa a garantia de transparência entre a secretaria municipal e a câmara. “O secretário já esteve no parlamento onde já foi sabatinado. Estamos agora deslocando a câmara para uma discussão na Funasa sobre saúde. Isso vai nos dá uma melhor percepção dos avanços que ocorreram, o que precisa avançar e quais as perspectivas de avanços das políticas de saúde do executivo municipal”.

 
 
© Copyright Página 20 todos os direitos reservados    -      Imprimir       -       TOPO
Rio Branco-AC, 14 de março de 2007
   GIRO GERAL
Com Moisés Alencastro
   NA TRIBO
Com Roberta Lima
   PORONGA
Da Redação
 
 
P E S Q U I S A