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POLÍTICA

Sibá quer audiência pública para discutir acordo sobre etanol

Senador apresentou requerimento à Comissão de Reforma Agrária

Divulgação
Sibá Machado quer
esclarecimento de ministérios


Juracy Xangai

Os integrantes da Comissão da Reforma Agrária do Senado da República votam às 11 horas de hoje (hora de Brasília) o requerimento no qual o senador Sibá Machado solicita a realização de uma audiência pública para discutir os termos sócio-ambientais, políticos e econômicos da produção do álcool etanol.

Combustível estratégico renovável e menos poluente do que o petróleo do qual Brasil e EUA são os maiores produtores do mundo, esse foi o tema principal da recente visita do presidente Bush ao Brasil.

Para acelerar o processo de coleta das propostas e impedimentos referentes aos vários setores ligados ao assunto, o senador Sibá requereu que estejam presentes à audiência os responsáveis pela Comissão de Meio Ambiente, Reforma Agrária e Defesa do Consumidor, Fiscalização e Controle (CMA).

Para isso, a audiência carece da presença dos ministros da Agricultura, Luiz Carlso Guedes Pinto, e do Desenvolvimento, Agrário Guilherme Cassel. Além de convidados como Márcio Santilli, representante do Instituto Sócio-Ambiental, e Roberto Rodrigues, presidente do Conselho Superior do Agronegócio da Federação das Indústrias de São Paulo (Fiesp) e coordenador da Comissão Interamericana do Etanol.

A grande diferença entre o preço do álcool Etanol produzido a partir do milho, nos Estados Unidos, a partir da Cana, no Brasil a custos muito mais baixos já gera polêmicas internacionais como no caso de matéria publicada na última semana pelo jornal inglês Tthe Guardian acusando o Brasil de utilizar mão de obra escrava nos canaviais como forma de baratear sua produção. O relato está baseado em relatórios de organizações dos direitos humanos que acusam o governo brasileiro de fazer “vistas grossas” às péssimas condições de vida e até da morte de cortadores por excesso de trabalho nos canaviais.

Cooperativismo ameaçado

Hoje também entram na pauta da reunião da Comissão de Reforma Agrária do Senado o Projeto de Lei Complementar número 82/06 que propões alteração na política nacional de cooperativismo. Se aprovado, ele vai alterar, ou melhor, permitirá a cobrança de impostos e tributos sobre os atos de compra e venda de produtos e serviços entre os cooperados.

Esse é um dos pontos fundamentais para a diferenciação entre as cooperativas e as empresas comerciais, fato que poderá causar desestímulo e até mesmo a descaracterização do modo cooperativo de ser.

Isso poderia levar o sistema cooperativo brasileiro a viver na contra-mão do que vem se registrando nos grandes blocos econômicos mundiais. Na Europa, por exemplo, oito cooperativas integram o rol das 20 maiores “empresas” do bloco mais rico do mundo.

“Qualquer incidência de tributo deve ser mitigada, já que as atividades realizadas entre cooperativa e seus associados não têm intuito de lucro”, argumenta o senador Leomar Quintanilha (PMDB-Tocantins) relator do PLC 82/06 usando parecer do Superior Tribunal de Justiça (STJ) em favor da permanência dessa prerrogativa fundamental do sistema cooperativo.

O segundo projeto a ser votado será o PLS 266/03 de autoria do senador Tasso Jereissati (PSDB-Ceará) que beneficia os agricultores familiares ao incluir o parceiro outorgante como beneficiário e os consórcios e condomínios contratantes do Fundo de Garantia-Safra destinados a fomentar a produção familiar.

 
 
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Rio Branco-AC, 14 de março de 2007
   GIRO GERAL
Com Moisés Alencastro
   NA TRIBO
Com Roberta Lima
   PORONGA
Da Redação
 
 
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