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Rede Nacional de Combate ao Câncer Reconhecimento de hospital do Acre proporciona economia no TFD e traz mais recursos ao tratamento da doença |
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A edição desta quarta-feira, 12, do Diário Oficial da União trouxe publicada a portaria que credencia o Hospital do Câncer do Acre ao status de unidade de tratamento de alta complexidade em câncer, incluindo-o na Rede Nacional de Combate ao Câncer. Com isso, o Acre passa de emissor para receptor de pacientes do tratamento fora do domicílio, e todos os gastos e investimentos agora serão feitos diretamente pelo Ministério da Saúde. O Governo do Estado, através da Secretaria de Saúde, estará economizando, apenas em TFD, R$450 mil ao mês. A receita por atendimento, repassada pelo Estado, chega a R$ 300 mil/mês e será assumida pelo governo federal. O credenciamento foi comemorado pelo cancerologista Antonio Carlos Vendette, diretor do HC, já que o reconhecimento é feito com menos de um ano de inauguração da unidade. “Estamos todos de parabéns”, disse Vendette. Ele explica que nenhum acreano poderá fazer tratamento fora do Acre porque o Hospital do Câncer tem agora o reconhecimento oficial de unidade especializada após vencer várias etapas de um minucioso processo de avaliação, que incluiu a precisão do diagnóstico, profissionais médicos preparados e sistema de tratamento (radioterapia, quimioterapia), entre outros fatores. “Havia preconceito de hospitais de outros Estados em deixar o paciente fazendo tratamento no Acre. Agora, vão perder TFD porque o Ministério da Saúde não permite mais a saída de pacientes já que terão tratamento adequado aqui no Acre”, disse a médica Valéria Paiva, oncologista pediátrica e responsável pelo setor no HC. Pesquisa e a busca pela excelência - Vendette atribui a uma “conspiração positiva” as boas notícias em relação ao HC. “Encotraram-se as pessoas certas, na hora certa e no lugar certo”, disse o médico. As conquistas são muitas, mas a busca pela excelência se mantém. Como exemplo, Vendette e radioterapeuta Juliano Nakashima iniciaram, em fevereiro último, uma pesquisa que poderá revolucionar o tratamento do câncer de colo do útero no Brasil. O estudo associa a radioterapia a processo novo de quimioterapia (identificado como polioquimioterapia) usando dois medicamentos -Gencitabima e Cisplatina -ao custo de R$1,2 mil, mas com taxa prevista de cura (detectado a partir de testes realizados no México) de cerca de 30%. A pesquisa está autorizada pelo Ministério da Saúde e tem prazo de 18 meses para sua conclusão. Nas duas primeiras semanas de sua aplicação em oito pacientes, já se sabe que a taxa de tolerância ao tratamento é muito boa, não há indícios de intoxicação e os sintomas do câncer tem apresentado redução. As pacientes estão melhorando semana a semana. Ao fim dos 18 meses de experiência, Vendette e Nakashima querem chegar a um universo de 80 mulheres atendidas. Os resultados serão publicados em uma revista internacional especializada em câncer. Estudos como esse só estão sendo realizados na Índia e nos Estados Unidos. Para Vendette, o custo mais elevado é compensado pela cura mais rápida e eficiente, o que reduzirá muitas outras demandas de um tratamento prolongado. O sistema convencional, sem a poliquimioterapia, gasta apenas R$80, mas apresenta taxas inferiores de cura e tolerância. (Agência de Notícias do Acre) | |
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