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Sest/Senat ministra curso na Penal Reeducandas do presído Francisco D’Oliveira Conde vão trabalhar em fábrica de costura |
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Vinte reeducandas da Unidade de Recuperação Francisco D’Oliveira Conde estão sendo capacitadas no curso de corte e costura, ministrado pela técnica do Sest/Senat, Francisca das Chagas. Dentro de poucos dias elas vão assumir a produção na fábrica de costura, implantada nas dependências da penitenciária há cerca de um mês. Segundo o diretor administrativo da unidade, Marcus Fabiano Costa, o projeto é uma idealização da própria direção em conjunto com o governo do Estado, aprovado pelo Departamento Penitenciário Nacional. O objetivo é que o fardamento dos detentos seja fabricado internamente pelas costureiras treinadas, diminuindo, com isso, as despesas obtidas com empresas terceirizadas. Costa ressaltou que atualmente só os detentos que trabalham possuem o fardamento padronizado, cuja cor é alaranjada. A intenção é que dentro de pouco tempo todos os reeducandos sejam beneficiados com as fardas, o que melhorará a organização dentro do presídio. “Essa é a nossa proposta inicial. Mas quando a fábrica tomar força maior iremos produzir também o fardamento utilizado por servidores do Estado, bem como os dos policiais civis e militares”, destacou o diretor. Para isso, são necessárias apenas 150 horas de aula, garante a treinadora da turma. “Elas já adquiriram as noções básicas e aprenderam a manusear as máquinas. Daqui para frente se dedicarão à prática até se sentirem preparadas para iniciar a produção do fardamento”, enfatiza. A técnica destacou que todas as participantes do curso serão certificadas pelo Sest/Senat e poderão exercer a profissão em qualquer lugar do mundo, após receberem a liberdade. Redução da pena é o pagamento Segundo o diretor do presídio, para cada três dias trabalhados na fábrica de costura as reeducandas terão um dia de sua pena reduzido. Esse é o procedimento adotado para todos os detentos que prestam algum tipo de serviço dentro da penitenciária. “O trabalho realizado aqui é realmente gratificante. Além de ganharmos uma profissão reconhecida em qualquer lugar, temos a chance de sair daqui mais rápido”, disse a reeducanda Edileide Barreto, 36. “Ganhei uma profissão” - Para a reeducanda Maria da Conceição Castro, 27, o projeto vem lhe trazendo grandes benefícios. Isso porque antes de ser presa ela não possuía nenhuma profissão, tampouco possuía preparo para trabalhar. Ela conta que nunca teve noções de corte e costura e que sempre via a atividade como algo complicado. “Agora vejo que costurar é algo prazeroso. Ganhei uma profissão”, comemora ela. Novas costureiras - O diretor da unidade disse que a turma de costureiras se responsabilizará pela fábrica e que não será aberta novas vagas. Entretanto, à medida que as costureiras forem recebendo a liberdade, outras serão treinadas pelas próprias reeducandas para assumirem suas vagas. Para trabalhar exige-se que a candidata tenha tido seu processo sentenciado e que ela esteja na unidade há pelo menos um ano. A vocação também entra na lista de requisitos, destacou o diretor. |
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