COTIDIANO

Procon alerta sobre empresas de empréstimo

 


Renata Brasileiro

Um aumento significativo de empresas de empréstimos pessoais no Estado vem preocupando o Serviço de Proteção ao Consumidor (Procon). Pelo menos sete firmas novas surgiram somente este ano, em função da possibilidade criada pelo governo federal de aposentados e pensionistas terem acesso aos empréstimos com descontos em folha de pagamento.

Tal crescimento é notório no centro da cidade, onde pessoas contratadas por diversas empresas distintas chegam a formar um corredor para distribuir panfletos à população.

A propaganda contida no folhetim é chamativa. Alguns anunciam o empréstimo como “dinheiro fácil e rápido, com até 36 meses para pagar”. É aí que está o perigo, alerta a diretora do Procon, Silvana Maués.

Segundo ela, há indícios de que nem todas as empresas são correspondentes bancárias, requisito mínimo para realizar empréstimos de forma legal.

Os indícios são baseados em denúncias já realizadas por consumidores junto ao Procon, as quais estão sendo levantadas por meio do Banco Central.

Segundo a diretora, em muitas das empresas que atuam no Acre já foram constatadas irregularidades. A mais comum é a prática da venda casada. “O servidor procura pelos serviços de empréstimos e só encontra o pacote, que é o empréstimo mais o seguro”, exemplifica.

Portanto, ela indica que as pessoas não busquem empréstimos em qualquer firma sem antes consultar o Procon, através do telefone 151. Os interessados podem adquirir informações a respeito da corporação, bem como se existe algum tipo de denúncia contra ela.

Quem preferir, também pode entrar em contato com o Banco Central, por meio do número 0800992345. O banco é o órgão regulador que credencia as empresas de empréstimo e dispõe de uma lista de todas que trabalham dentro das legalidades.

Levantamento - A diretora informou que o órgão solicitou há alguns dias a documentação reguladora de todas as empresas de empréstimo que atuam no Acre. O levantamento inclui se elas são correspondentes bancárias e se trabalham dentro das normas previstas em lei.

O resultado desse estudo está previsto para ser divulgado em breve e àquelas empresas que estiverem fugindo dos padrões poderão ser lacradas, segundo Maués.

 

 
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