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Artista mostra talento e compromisso o com o social |
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Aos nove anos ele começou a trabalhar como engraxate, e nessa experiência nas ruas conheceu o circo e decidiu trilhar o caminho das artes. Em Rio Branco, no calçadão da Benjamin Constant, Marco Eldon Rodrigues, 32, conhecido como Bobby, tem mostrado apenas uma de suas facetas. Hoje, com um currículo de malabarista, acrobata, palhaço, dançarino de hip-hop, ex-estudante de ginástica olímpica e praticante de triatlo, na capital acreana ele mostra talento encenando personagens como estátua viva. Marco é de Porto Velho, Rondônia, e está na cidade há duas semanas. Conta que com onze anos deixou a caixinha de engraxate e passou a treinar em todos os circos que chegavam à cidade e praticar capoeira. Paralelo a isso, foi vendedor de picolé, salgadinho e limpador de carro. Em 1990, ele conheceu e se encantou com o hip hop, especificamente o break. E foi assim que conheceu durante um festival em Porto Velho o dançarino acreano, Antonio Valmir Víricio, o Peba. A amizade entre ambos possibilitou a vinda do artista à cidade para mostrar seu trabalho e fortalecer a integração entre os grupos de break daqui e o do qual faz parte, “Estilo Break”. Há três anos fazendo a atuação de estátua, que para muitos parece ser tarefa fácil, ele conta que precisou aprender a trabalhar a respiração, que durante as apresentações é somente pelo nariz e lenta, sendo que a boca fica coberta de argila, assim como toda sua cabeça e mãos. “Eu aprendi a fazer esse trabalho com um artista mineiro e criei os personagens Romero e Estátua Branca. No início o corpo ficava todo dolorido. A natação me ajudou muito.” Em Porto Velho o trabalho de Marco já é conhecido. Ele se apresenta em casas de shows, universidades, anima festas infantis, faz divulgação de lojas com seus personagens. Mas um outro lado ainda mais belo do trabalho do artista é sua solidariedade. Acreditando que a prevenção é o melhor a fazer aos que vivem na ociosidade, e vivem em maior risco de envolver-se com drogas, violência, ele dá aulas gratuitas de breack para crianças e jovens. Durante o trabalho de estátua viva, no qual muitos que passam por ele nas ruas não estão acostumados, as críticas são sempre maiores que os elogios, mas conta que o melhor é aceitar. “A arte maior desse trabalho é através dos gestos e olhares. Há uma comunicação com as pessoas e as expressões são muito fortes, em que fica fácil saber até dos que ficam calados se estão gostando ou se não entendem nada.” O telefone de contato de Marco é (69) 9994-7295 |
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