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Desenvolvimento Regional Sustentável Banco do Brasil investe na produção familiar promovendo geração de emprego e renda para criar novos clientes |
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Estimular o surgimento de negócios aproveitando vocações regionais ou mesmo propondo novas atividades de interesse da comunidade para melhorar a geração de emprego e renda das famílias, promovendo a inclusão social. Esses são os objetivos do programa de Desenvolvimento Regional Sustentável (DRS) do Banco do Brasil, que vem promovendo negócios rurais e urbanos em 12 municípios do Acre, mais Nova Califórnia, em Rondônia, e Boca do Acre, no Amazonas. O apoio pode se dar pelo financiamento de pagamento facilitado, como o concedido aos agricultores que estão criando frango caipira melhorado na Alcoobras, ou doações de recurso, como aconteceram com os criadores de peixes do Panorama e do Bujari. Paralelamente às ações de estímulo ao crescimento econômico, são desenvolvidas ações de alfabetização, depois cursos de cooperativismo, gestão e orientações específicas para o negócio pretendido pela comunidade. Mas o que o Banco do Brasil ganha ao agir doando dinheiro para a produção familiar ou liberando financiamentos de longo prazo e baixo custo? José Kennedy Silva de Oliveira, gerente negocial da Superintendência do Banco do Brasil no Acre e responsável pela liberação dos recursos, explica o que levou a instituição a criar esse serviço. “O DRS é uma política de investimento social do banco na comunidade, por isso ele não depende da política de governo, embora seja dada preferência às parcerias com o governo do Estado e prefeituras. Sem o comprometimento da prefeitura para dar o apoio local criando condições favoráveis ao sucesso do projeto, fica muito difícil a gente poder atender os desejos da comunidade”, esclarece. A criação do DRS aconteceu porque, embora sempre tenha cumprido seu papel social no apoio ao desenvolvimento de negócios regionais, o Banco do Brasil não executava uma estratégia de ação que incluísse toda a cadeia de valor desde o produtor até o consumidor, o que existe agora. Quanto ao banco, o que ele ganha efetivamente com isso é a bancarização, ou seja, a inclusão dessas famílias no sistema bancário. “O banco tem uma ação preferencial para a liberação de recursos do DRS para localizadas do Norte e Nordeste, embora atuemos em todo o Brasil. No Amazonas, por exemplo, pudemos comprovar o resultado prático desse estímulo, pois nas comunidades em que apoiamos o crescimento de negócios sustentáveis as famílias melhoraram sua qualidade de vida e a renda. A partir daí, abriram contas bancárias e foram incluídas no sistema. Isso melhora até a auto-estima das pessoas que antes estavam excluídas do sistema bancário”, diz Kennedy. Quando não faz doação direta de recursos, o banco libera financiamentos facilitados aplicando as regras do Programa Nacional de Apoio à Agricultura Familiar (Pronaf). Aí seguem três linhas específicas de financiamento para pecuária, agricultura e capital, que pode ser de custeio ou de giro. Nesse trabalho o banco vem tendo como principais parceiros o Serviço de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae), a Secretaria de Assistência Técnica e Extensão Agropecuária (Seater) e as prefeituras. Só não há projetos sendo executado ou em estudos para que comecem a ser realizados em Santa Rosa, Jordão, Manuel Urbano, Marechal Thaumaturgo e Porto Walter, onde ainda não há agência do Banco do Brasil. Ao todo, são 17 projetos em execução - oito deles em Rio Branco. O mais novo está sendo instalado em Assis Brasil. São 1.850 famílias sendo beneficiadas, incluindo-se aqui a do Sistema Agroflorestal do Reca, em Nova Califórnia, e a Cooperativa da Castanha Antimary, em Boca do Acre. Também estão sendo doadas nove casas de farinha para a cadeira produtiva da farinha em Sena Madrueira. Outras 200 famílias do Juruá vêm sendo beneficiadas pela melhoria da cadeia produtiva da mandioca com a farinha e fecularia. Ensinando a pescar No caso do Burjari, o DRS doou, através da Fundação Banco do Brasil, R$ 142 mil, que foram utilizados para construir 43 açudes para que produtores familiares do Pólo Agroflorestal Dom Moacir pudessem entrar no ramo da piscicultura. “Estudos feitos pelo Sebrae confirmam que há mercado consumidor suficiente para ampliarmos muito a piscicultura no Acre. Por outro lado, também está comprovado que a piscicultura é uma das maneiras mais rápidas e eficientes de melhorar a renda familiar, tanto que, entre as famílias do pólo, as que conseguiram maior renda antes de a gente iniciar nosso projeto já eram as que combinaram seu roçado com a piscicultura ou horta. Melhor ainda quando são as duas.” A prefeitura do Bujari abraçou o projeto garantindo apoio estratégico às equipes do Sebrae, Seater e Banco do Brasil. Doou alevinos para a primeira cria e, com recursos próprios, iniciou no ano passado a construção de 50 açudes no ramal do Espinhara. Nessa mesma área, o DRS estará reforçando a ação da prefeitura com o financiamento de mais 50 neste ano e outros 50 para o ano que vem. Antes do Bujari, a experiência com a pisicultura foi financiada para o produtores do Panorama, em Rio Branco, e da estrada de Boca do Acre, numa soma geral de R$ 360 mil. “Os resultados práticos desses projetos de piscicultura têm promovido um acréscimo médio de R$ 400 por mês na renda dos pequenos produtores familiares. Mas para isso eles precisam de apoio porque o investimento para começar a criar peixes é alto considerando desde a construção do açude até o custeio da ração e outros gastos necessários durante o manejo da criação. O Sebrae até contratou técnicos especializados na área para garantir o sucesso da atividade. Com isso, os peixes estão atingindo uma média de 1,9 quilo em cinco meses e a previsão é de que despesquem pelo menos 180 mil quilos de tambaqui, tilápia e piau-açu só este ano.” No Panorama, foram beneficiadas 10 famílias e mais 14 em Mâncio Lima, no Vale do Juruá. Caipira melhorado Desenvolvidos pela Embrapa de Concórdia, em Santa Catarina, a criação de frango caipira melhorado foi incentivada pelo Sebrae, através de um convênio feito com o Incra para estimular o empreendedorismo entre os produtores familiares por meio do projeto Terra Sol. Com isso, eles aprenderam as principais técnicas para a criação de frangos caipiras melhorados, piscicultura, fabricação de ração alternativa, além de como elaborar projetos e gerenciar sua propriedade. Mas faltava quem financiasse os projetos escolhidos de acordo com a vocação de cada grupo de produtores. Foi aí que entrou o Banco do Brasil, financiando, através de seu DRS, R$ 160 mil para a execução de três projetos que envolvem um total de 41 famílias. Outros três projetos foram liberados para o Pólo Wilson Pinheiro, em Rio Branco, beneficiando 13 famílias com um total de R$ 95 mil. “Os frangos caipira levam seis meses para ficarem prontos para o abate, mas sua carne é mais firme e saborosa que o dos frangos de granja, por isso, apesar de todos esses problemas surgidos com a gripe do frango, os produtores vêm conseguindo um bom resultado em suas vendas. Só os da Hortfrango, um dos três projetos da Alcoobras, está tirando 12 mil frangos neste ano.” A meta é tornar o Acre auto-suficiente nesses produtos que ainda hoje importa de outros Estados. “O Banco do Brasil não quer e não deve ser o principal agente de todo esse processo produtivo, mas ser um dos participantes dele, atuando como articulador e sensibilizador para a melhoria da atividade produtiva.” Madeira e arte Em Rio Branco e no Bujari, o DRS também está financiando atividades na área da movelaria e do artesanato, principalmente em sementes, cipó e buriti. No caso do artesanato do Bujari, o trabalho vem sendo realizado junto a 16 famílias. As movelarias envolvem 35 marcenarias familiares, que foram orientadas a formar uma cooperativa. Há ainda em Boca do Acre o apoio a 230 famílias seringueiras do rio Purus associadas à Cooperativa da Castanha Antimary, que gera emprego para 140 quebradeiras. Esse apoio à produção familiar e de pequenas empresas segue uma estratégia de construção de um setor produtivo sustentável dos pontos de vista econômico, social e ambiental. “O resultado positivo desses projetos produtivos nos leva a uma segunda fase, que é a da verticalização da produção, ou seja, a industrialização do frango, do peixe, da madeira e do próprio artesanato, o que só é possível quando há escala de produção e garantia de abastecimento”, esclarece Kennedy. Ações nos municípios Feijó – Cadeia produtiva
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