COTIDIANO

Julgamento de federal acusado de assassinato acontece hoje

Família da vítima diz que o mínimo que espera é a condenação

Marcos Vicentti
Família Negreiro vai às ruas
pedir justiça pela morte de Alailton


Andréa Zílio

Depois de 14 anos do assassinato de Alailton Negreiro de Melo, a família ainda mantém a esperança de que o responsável pela morte do bancário seja punido. Hoje é o dia de ter a resposta da Justiça, no julgamento que se inicia às 8 horas, do policial federal Garibaldi Pessoa da Costa Júnior.

A família de Alailton, desde o seu assassinato, acompanha o processo contra o policial federal, que depois do crime, que aconteceu na cidade de Cruzeiro do Sul, passou a morar em João Pessoa (PB), onde continou exercendo a profissão.

Para os familiares de Alailton, o motivo do crime é um mistério, já que Garibaldi se dizia seu amigo e freqüentava a sua casa. O irmão do bancário, Claudiomar Negreiro de Melo, argumenta que nada justifica o policial ter cometido o crime. “Mesmo não sabendo o motivo da briga, não dá para entender e perdoar um homem que tira a vida do outro. Nunca tivemos um caso desses na família e nada vai trazer meu irmão de volta, mas o mínimo que desejamos é que a justiça seja feita, que ele seja condenado”, diz.

Alailton Negreiros foi baleado pelo agente da polícia federal no dia 29 de maio de 1993, não resistiu ao ferimento e faleceu no dia 31. O primeiro julgamento condenou Garibaldi a apenas dois anos e seis meses, substituído por pena restritiva de direito, o que o manteve em liberdade.

A família de Alailton recorreu da decisão e Garibaldi deixou de comparecer às convocações da Justiça. Ameaçado de prisão, ele veio a Rio Branco para o julgamento que deveria ter acontecido no último dia 29, mas dessa vez foi seu advogado que não compareceu e ele foi detido por dificultar o trabalho da Justiça, aguardando o julgamento que será realizado hoje, na penal. Antes disso, a família do bancário fez manifesto no último dia 28.

Protesto - Ontem, mais uma vez, a família de Alailton foi para o centro de Rio Branco, protestar por justiça pelo crime cometido. Claudiomar conta que dessa forma, mais pessoas ficam sabendo do episódio e podem também se manifestar se estiverem vivendo situações semelhantes. A família promete acompanhar o julgamento, torcendo para que o acusado seja condenado.

 

 
© Copyright Página 20 todos os direitos reservados    -      Imprimir       -       TOPO
Rio Branco-AC, 14 de junho de 2007
   GIRO GERAL
Com Moisés Alencastro
   NA TRIBO
Com Roberta Lima
   PORONGA
Da Redação
 
 
P E S Q U I S A

 COTIDIANO
 COLUNAS
 EDITORIAL
 ENTREVISTA
 ESPECIAL
 ESPORTE 20
 POLÍTICA
 OPINIÃO
 VARIEDADES
 EDIÇÕES
 EXPEDIENTE
 E-MAIL