COTIDIANO

Movimento radicaliza

Servidores da Universidade Federal do Acre em greve fazem protesto na porta da instituição

Regiclay Saady
Portão de entrada ficou interditado durante toda a manhã


Val Sales

Os mais de 300 servidores da Universidade Federal do Acre (Ufac) fecharam ontem o portão de entrada da instituição para pressionar o governo federal a apresentar uma proposta que atenda as reivindicações da categoria, que permanece em greve desde o dia 28 do mês passado.

O coordenador do comando de greve local, Dário Lopes, disse que tanto os trabalhadores da Ufac quando das demais instituições federais no Estado aguardam um aceno positivo do governo, em Brasília, para então voltar ao trabalho.

“Nós temos uma nova rodada de negociação marcada para esta sexta-feira e esperamos que ele apresente uma proposta decente, isto é, uma proposta que o comando nacional de greve analise e aprove, para a gente possa sair dessa greve. A gente não gosta de fazer greve, mas somos obrigados para cobrar nossos direitos”, explicou.

Entre as questões que estão sendo reivindicadas pelos funcionários federais está a reposição das perdas salariais de treze anos sem reajuste, que já atinge os 162%, aumento no ticket-alimentação e o auxílio saúde. “Além disso, temos a verticalização da nossa tabela, já que alguns servidores não tiveram acesso a aumento no plano de carreira”, acrescentou.

A movimentação na porta de entrada da universidade não chega a incomodar os estudantes, que em maioria reclama apenas da ausência de serviços essenciais como do restaurante e da biblioteca. Alessandra Manchineri, que cursa Geografia na instituição não critica os servidores em greve, mas reclama que está sendo prejudicada pela paralisação.

“A greve prejudica a classe estudantil porque, em primeiro lugar, o restaurante foi fechado. Eu, por exemplo, que passo o dia inteiro aqui, preciso comer. Já a biblioteca foi uma das primeiras a ser fechada e não podemos ter acesso aos livros também”, observou.

A estudante de Geografia Tereza Rodrigues Mendes lembrou que nem todos os setores aderiram ao movimento, mas o restaurante e a biblioteca fazem falta para a classe de alunos. “No entanto, a gente pensa que todos trabalhadores têm direito de greve e eles estão lutando em defesa do que acham direito. Isto é compreensível”, assegurou.

Na manhã de hoje, os manifestantes se reunirão em assembléia no anfiteatro da universidade, para analisar os últimos informes do comando de greve nacional e tomar posicionamentos quanto ao futuro da paralisação.

 

 
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Rio Branco-AC, 14 de junho de 2007
   GIRO GERAL
Com Moisés Alencastro
   NA TRIBO
Com Roberta Lima
   PORONGA
Da Redação
 
 
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