POLÍTICA

Rio Branco é a capital que menos gasta com orçamento parlamentar

 


Renata Brasileiro

A organização Transparência Brasil publicou há poucos dias o resultado de uma pesquisa realizada em todas as capitais brasileiras, referentes aos gastos dispensados aos vereadores anualmente pelo município.

Os dados foram alarmantes, deixando cidades como o Rio de Janeiro, por exemplo, expostos a uma tempestade de críticas por investirem até R$ 5 milhões nos parlamentares.

A notícia positiva é que Rio Branco é a capital que menos tem gastos com a Câmara de Vereadores. No ranking divulgado a cidade aparece em último lugar, com R$ 715.333,93 investidos por ano.

O contraste dos recursos chega a ser exagerado se comparados a outras cidades que possuem o mesmo número de vereadores que Rio Branco. Florianópolis, que possui apenas dois vereadores a mais, gasta quase R$ 1,5 milhão a mais, com um orçamento de R$ 2.081.196,88.

Para o vereador Márcio Batista (PCdoB), líder do prefeito na Câmara, a informação é motivo para comemorar. “É uma referência muito importante porque prova que os vereadores têm verdadeira preocupação com o município e com o povo de Rio Branco. Aqui, todos têm a consciência de que os recursos públicos devem ser bem investidos na melhoria de qualidade de vida da população”, destacou o vereador.

Ele destacou que os orçamentos do município são aprovados pela própria câmara, mais uma prova de que os vereadores não têm tirado proveito do poder. Hoje, cada um recebe um salário equivalente a R$ 4.723 e dispõem de um recursos de R$ 7.200 para ser investido em assessores.

Estudos no combate à corrupção - A Transparência Brasil é uma organização independente, fundada em 2000 por um grupo de indivíduos e organizações não-governamentais comprometidos com o combate à corrupção. É associada à Transparency International (TI), da qual é seu capítulo nacional no país.

Na mesma pesquisa, a organização revela ainda que o trabalho legislativo é mais caro para habitantes de capitais menos habitadas - geralmente, as mais pobres.

Enquanto em Boa Vista (RR) cada habitante paga R$ 224,82 anuais pelos serviços associados ao trabalho de seus representantes eleitos nas esferas federal, estadual e municipal, em São Paulo (SP) o custo é de R$ 68,51 por habitante.

Ainda em Boa Vista (RR), o gasto total com o Legislativo (federal, estadual e municipal) representa 4,7% do PIB per capita. No outro extremo, em Vitória (ES), o gasto total de cada habitante com o Legislativo representa 0,4% do PIB per capita.

 
 
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Rio Branco-AC, 14 de junho de 2007
   GIRO GERAL
Com Moisés Alencastro
   NA TRIBO
Com Roberta Lima
   PORONGA
Da Redação
 
 
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