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Moradias populares Governo do Estado constrói quatro condomínios no antigo Parque dos Sabiás |
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Rachel Moreira Mais uma obra inacabada que foi herdada pela atual administração estadual deverá ser entregue em breve pelo governo do Estado após nove anos de batalha jurídica, o antigo Parque dos Sabiás. Na tarde de ontem, o governador Jorge Viana, acompanhado do prefeito de Rio Branco Raimundo Angelim e de alguns secretários estaduais foi ver de perto a construção das 474 casas construídas por meio do Programa de Arrendamento Residencial (PAR) que irão compor os quatro condomínios fechados para famílias que ganhem até quatro salários mínimos por mês. Segundo o governador Jorge Viana, seis empresas estão trabalhando na obra. Um investimento de aproximadamente R$ 15 milhões. “Cada condomínio terá seu próprio reservatório de água, sistema de esgoto e área verde. Eles terão nomes de rios do Acre, Envira, Iáco, Juruá e provavelmente Tarauacá”, explica. Feitas em sistema conjugado, às casas serão separadas uma das outras com paredes duplas para dar mais privacidade aos proprietários. Cada uma terá dois quartos, sala, cozinha e banheiro, com quintal de 4,75 metros e 6,20 de área na parte da frente. Como as casas foram construídas ao preço de R$ 22 mil cada, elas permitem um financiamento com prestação de R$ 140 reais por mês durante 15 anos. “É como um aluguel, só que a pessoa tem a possibilidade de ser proprietária do imóvel no final de 15 anos”, explica. Segundo o Secretário Estadual de Obras, Eduardo Vieira, “O período inicial foi muito difícil por conta de termos optado por fazer a terraplanagem no período invernoso, mas toda essa obra, assim como as demais executadas pelo Estado tem os critérios exigidos de controle de qualidade de todas as empresas executoras”. As casas deverão ser entregues até o mês de novembro. Na próxima semana o governo entrega os 320 apartamentos do PAR Calafate. Governo e Sindicato juntos em prol da população Um projeto desenvolvido pelo Sindicato das Empresas da Construção Civil, visando o barateamento da obra, possibilitou que a renda das famílias exigidas para a aquisição das casas seja bem menor que a dos demais conjuntos entregue pelo Estado. Na verdade trata-se de uma parceria entre o governo do Acre e o Sindicato, onde o Estado se compromete a custear a infra-estrutura dos condomínios, como ruas asfaltadas, energia elétrica e terraplanagem, enquanto as empresas responsáveis pelas obras custeiam a construção das casas propriamente dita. “Se não fosse essa parceria era impossível fazer essas casas. O projeto da Caixa Econômica é pensado para todo o Brasil e lá fora o material de construção é bem mais barato, por isso é possível construir as casas com o valor proposto. Aqui o preço do material inviabiliza isso. O Governo bancando a infra-estrutura é possível trabalhar”, defende o presidente do Sindicato, Carlos Sasai. Falta profissionais especializados O grande volume de obras executadas pelo governo em todo o Estado tem resultado num “doce problema” para as empresas da construção civil. A dificuldade em encontrar mão de obra especializada. Para se ter uma idéia, somente nos quatro condomínios visitados pelo governador na tarde de ontem mais de mil empregos diretos estão sendo gerados. Para o presidente do Sindicato, Carlos Sasai, a dificuldade de encontrar trabalhador especializado tem feito com que muitas empresas busquem em outros Estados trabalhadores. “Está difícil encontrar mão de obras especializada por conta do volume de obras, que acaba afetando também as indústrias locais. Por conta do aumento significativo das demandas há também aumento do consumo de matéria de construção”, explica. “Trabalhar com habitação é solucionar dois problemas” Para o governador Jorge Viana, trabalhar com habitação é solucionar dois problemas. O primeiro diz respeito à falta de moradia e o segundo a geração de emprego e renda para a população mais pobre. Nos últimos dois anos o governo já entregou mais de 3 mil casas e apartamentos, fora os assentamentos de famílias, com moradia digna, nós Pólos Agroflorestais em todo o Estado. “Para que o povo acreano tenha uma idéia do quanto fizemos nesta área, depois de entregarmos o residencial Vila Acre, o das Palmeiras, o Residencial Édson Cadaxo, os apartamentos do Calafate, que somam mais de 800 unidades, nós estamos construindo aqui essas 474 unidades, além das 1034 casas do PSH, que é para aquelas famílias que não têm renda nenhuma”, disse Viana. “Além disso, estamos trabalhando também para assentarmos 1.500 famílias, com moradia digna, nos pólos agroflorestais em todo o Estado”, disse. Jorge e Angelim visitam Sede da Regional 3 O prefeito Raimundo Angelim, acompanhado do governador Jorge Viana, visitou na tarde de ontem as obras da Sede da Regional três, que fica localizada na Estrada Apolônio Sales. A sede foi construída em parceria do Estado com a prefeitura. Segundo o prefeito Raimundo Angelim, no local vai funcionar um laboratório de inclusão digital, salas de treinamento e cursos para a população da regional, auditório e um Centro de Atendimento ao Cidadão (CAC). “Temos sete regionais, mas estaremos entregando nos próximos dias às primeiras três. A proposta é que cada sede desta funcione como um local onde a comunidade possa pensar a regional como um todo. Não se pense o problema de uma rua apenas, mas de todos os bairros que compõem essa região”, explica. A regional três é composta por trinta bairros, entre eles o Chico Mendes, as Placas, o Raimundo Melo. São mais de 40 mil pessoas morando na região. Durante a visita, o governador Jorge Viana aproveitou para tecer elogios ao projeto arquitetônico e disse que a idéia do governo é construir num mesmo espaço outros dois prédios semelhantes à serem doados a Academia Acreana de Letras, o Instituto Histórico Geográfico do Acre e ao Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Acre (SINJAC). “Antes de concluir meu mandato eu espero estar entregando essas obras”, disse. |
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| GIRO GERAL |
| Com Moisés Alencastro |
| NA TRIBO |
| Com Roberta Lima |
| PORONGA |
| Da Redação |
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