COTIDIANO

Manifestação de servidores

Funcionários públicos vão às ruas pedir melhores condições de serviço e salário


Val Sales

Ato reuniu lideranças de vários sindicatos durante manifestação ontem

Lideranças de vários sindicatos realizaram ontem um ato publico em frente ao Palácio Rio Branco para pedir melhores condições de serviço e salário para o funcionalismo, especialmente aos servidores da saúde.

A manifestação teve à frente a Central Única dos Trabalhadores (CUT), cujo presidente da entidade, Manoel Lima, enfatizou a necessidade de tratamento igualitário dos profissionais por parte do governo do Estado.

“Não podemos admitir que poucos trabalhem pouco e ganhem muito e muitos que trabalham muito ganhem pouco. A desigualdade não pode continuar acontecendo”, declarou. Para ele, tratou-se de um momento em que os sindicatos e parceiros mostram a importância da organização.
“Temos aqui funcionários de todas as categorias, movimento estudantil, trabalhadores rurais e sem terras. Esse é um ato que mostra que o fortalecimento da unidade dos trabalhadores é mais importante que o individualismo e o cooperativismo”, enfatizou.

Manoel Lima ressaltou ainda que o movimento de ontem não estava ligado a nenhum partido político ou qualquer candidato, e sim na busca pelo fortalecimento da unidade dos trabalhadores. “E para que possamos discutir uma política salarial que respeite carga horária, tempo de serviço, jornada de trabalho e função”, concluiu.

A presidente do Sindicato dos Profissionais Auxiliares e Técnicos de Enfermagem e Enfermeiros do Estado do Acre (Spate), Rosa Nogueira, explicou que se tratava de uma manifestação que envolvia todos os trabalhadores do Estado em torno da defesa de salário unificado, faculdade e revisão do PCCR.

Segundo ela, até o momento, a proposta salarial feita pelo governo não foi aceita pelos trabalhadores. “A proposta varia de R$ 24,00 a R$ 65,00 e se trata de uma disparidade muito grande com relação ao trabalhador médico. Enquanto ele ofereceu uma gratificação para os profissionais enfermeiros de R$ 1,4 mil também ofereceu R$ 2 mil para os odontologos e R$ 4 mil para os médicos. Nós não aceitamos isso e queremos uma política salarial unificada”.

 

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Rio Branco-AC, 14 de agosto de 2008
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