CULTURA

AAPA vira instituição de utilidade pública

Associação cultural ganha reconhecimento por importante atuação na sociedade


Artistas plásticos provam desempenho relevante no movimento cultural

No ano em que completa duas décadas de existência, a Associação dos Artistas Plásticos do Acre – AAPA, recebe o título de instituição de utilidade pública pela sua representatividade no movimento cultural de Rio Branco. A Lei que estabelece o reconhecimento entra em vigor nesta quarta-feira (13). A partir daí, a associação vai usufruir de vantagens que irão facilitar o desenvolvimento das suas ações e fortalecer ainda mais a sua atuação.

De acordo com o autor da Lei, o vereador Márcio Batista, isso significa o reconhecimento da importância de um dos segmentos artísticos. “Essa conquista mostra um avanço no nosso movimento cultural, que passa a ser tratado de forma mais profissional e ganha mais possibilidades para captar recursos, financiar projetos e estabelecer parcerias”, diz. Com esta Lei, a instituição ingressa no mapa nacional de financiamento e fica livre de impostos.

EM BUSCA DO BENEFÍCIO
Obter este reconhecimento trás importantes benefícios e não é tão complicado quanto o movimento costuma achar. É preciso ter um estatuto, CNPJ, ata de fundação da primeira diretoria e ata de posse da atual diretoria, RG e CPF dos membros executivos. Além disso, é necessário ter representatividade de relevância social.

De acordo com Marcos Vinícius, presidente da Fundação Municipal de Cultura Garibaldi Brasil, as entidades religiosas e assistencialistas é que normalmente costumam procurar o reconhecimento. Mas na área cultural em Rio Branco, a AAPA não é a primeira a obtê-lo. “A Federação de Teatro do Acre – FETAC conquistou esse reconhecimento na década de 80”, diz. O presidente afirma ainda, que essa conquista vai fortalecer uma entidade que tem papel importante junto à FGB. “A AAPA é uma grande parceira na realização do Concurso de Pintura ‘As Cores da Cidade’. A associação é certamente um modelo de entidade e um exemplo a ser seguido por outros segmentos”, explica.

Nas palavras de Glicélio Gomes, presidente da AAPA, a instituição vem cumprindo o seu trabalho na trajetória de muitos artistas por meio de projetos culturais, exposições, concursos e salões de artes. “Temos agora um instrumento jurídico que vai nos ajudar a estabelecer convênios com governos e prefeituras. Podemos ainda, receber doações da Receita Federal e do Incra, por exemplo”.
Daniel Santana, presidente da Fundação Elias Mansour, concorda que com esta Lei em vigor, a AAPA viverá uma nova fase. “Essa conquista abre um leque de possibilidades para a instituição. É ainda, um indicativo do trabalho sério que os artistas têm feito”, diz ele.

AAPA - A Associação dos Artistas Plásticos do Acre – AAPA foi criada em 1998 com a finalidade de difundir a arte no estado, incentivar artistas plásticos e descobrir novos talentos. Atualmente, mais de 300 membros estão inseridos no grupo. Além da Lei, a instituição possui conquistas visíveis, como o Salão Hélio Melo de Artes Plásticas, a sede oficial, o Concurso de Pintura ‘As Cores da Cidade’, entre outros.
Mais informações pelo telefone: 99790647 – Glicélio Gomes (Artista Plástico e presidente da AAPA).

GISELLE LUCENA – Assessoria de Comunicação / FGB

 

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Rio Branco-AC, 14 de agosto de 2008
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