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Antônio Rocha quer retomar luta pelo socialismo interrompida no Golpe de 64 |
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Em mais uma visita ao bairro Conquista, onde mantém um grande número de apoiadores, o candidato do PSOL, Antonio Rocha, ganhou novos simpatizantes para a sua campanha ao expor o seu cronograma de gestão participativa. O candidato quer que os próprios moradores formem conselhos para discutir a aplicação de recursos públicos oriundos de impostos. Questões como melhorias de ruas, investimentos em esgotos, água tratada e outras só podem ser resolvidas desta forma, avaliam os moradores. O modelo já é executado pela prefeitura de Rio Branco. O candidato também explicou o seu cronograma de educação em tempo integral, das 7h30 às 19 horas, com atividades de lazer, arte, brincadeiras e acompanhamento médico. A proposta está em sintonia com a do PSOL nacional, que pretende unificar o sistema educacional e criar o Sistema Único de Educação (SUE), nos moldes do atual Sistema Único de Saúde (SUS). Com isso, cada criança terá garantida todas as vagas do Ensino Infantil, Fundamental, Médio e Superior, numa rede unificada que englobará também as atuais escolas das redes municipal e estadual. “Existem gargalos atualmente no sistema educacional porque não existe uma política própria de educação que possa incluir todas as crianças, adolescentes e jovens, garantindo não apenas o aprendizado escolas, mas o atendimento em saúde, a assistência social, os cursos profissionalizantes, os esportes e vários outros itens. É somente o PSOL que defende essa proposta, porque acreditamos que está na hora de pensar o Brasil a longo prazo”, disse o candidato, ganhando a simpatia imediata da população. Outro tema muito discutido pelo candidato foi a retomada da luta pelo socialismo, interrompida bruscamente pelo golpe militar de 1964. Os governos militares, e mais tarde os do período de redemocratização do país, criaram uma verdadeira campanha difamatória contra o socialismo, acusando-o de violar os direitos humanos. Para Antonio Rocha, somente a educação e o acesso ao que de fato acontece nos países socialistas pode demonstrar a viabilidade desse projeto para a política atual, nos municípios brasileiros e para toda a Nação. “O socialismo, como diz a palavra, é o sistema de governo em que a população decide por meio de assembléias sobre o seu futuro, sobre a sua vida, seu bairro, sua rua. Sobre a destinação dos seus impostos. Pra mim isso é mais do que democrático e é justamente o contrário do que acontece hoje, quando um grupo de pessoas de um partido determina quando e onde vai aplicar os recursos, à revelia da vontade popular. É preciso que as pessoas discutam e elejam as suas prioridades, caso contrário o povo até vota, mas não governa. E o propalado poder popular acaba existindo só na época das eleições”, finaliza o candidato.
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| GIRO GERAL |
| Com Moisés Alencastro |
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