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José de Abreu estréia peça no Acre “Fala, Zé” será encenada nos dias 18 e 19, no Teatro Plácido de Castro |
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O Acre terá o privilégio de assistir em primeira mão a autobiografia teatral de José de Abreu, um dos mais bem conceituados atores do Brasil. “Fala, Zé” é o nome do espetáculo que conta a história de um sessentão que vivenciou momentos marcantes da história brasileira. História que ainda nem foi estreada no Rio de Janeiro São Paulo, estados conhecidos por lançar as grandes obras teatrais. As apresentações acontecerão no Teatro Plácido de Castro, nos dias 18 e 19, às 20h30. Ingressos estarão à venda no local por R$ 20 para o público em geral e R$ 10 para estudantes e idosos acima de 60 anos. Em coletiva concedida à imprensa na tarde de ontem, o global disse que sempre teve intenções de vir a região norte exibir o seu trabalho. A oportunidade surgiu a partir das gravações que ele vem fazendo no Acre para a minissérie “Amazônia – de Galvez a Chico Mendes”. Para unir o útil ao agradável, Abreu conta que chegou com uma semana de antecedência, tempo que ele aproveitou para organizar o espetáculo. “Eu estou bastante realizado por estar aqui no Acre, até porque, pela informação que tive, sou o primeiro ator da Globo a apresentar uma peça aqui. Acho que minha presença no Estado vai desmistificar um pouco a história de que ator da Globo é ser inatingível. Gosto de conversar com o público depois da peça. Vai ser um encontro bem legal”, destacou. A peça de Abreu tem a duração média de 1 hora e 40 minutos. O tempo exato, ressalva ele, depende só do tanto que o acreano gosta de rir. “Se o pessoal do Acre for de rir muito, vai demorar mais. Não costumamos falar durante as risadas [risos]”. “O teatro me dá prazer” O desenrolar da trama envolve diversas histórias relacionadas ao movimento estudantil dos anos 60, a febre de drogas em Arembepe e na Europa - no início dos anos 70 - e a volta dos exilados políticos, entre outras. José de Abreu representa cerca de 20 personagens distintos, alguns projetados em cenas exibidas em dois telões de fundo e também em uma TV de plasma, os quais fazem parte do cenário. Com “Fala, Zé”, Abreu diz recomeça uma atividade que tanto lhe propicia prazer, que é levar o teatro Brasil afora. “É maravilhoso ir aonde ninguém foi.” Segundo a ator, o Acre será um dos primeiros estados a sediar a peça, mas o último, só se saberá daqui a muitos anos. “Fala, Zé é uma peça que poderia ficar em cartaz por pelo menos dez anos. Eu precisaria de pelo menos cinco para apresenta-la em todo o Brasil”, completa. |
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