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“Brigada” contra incêndios apresenta bons resultados |
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O trabalho dos órgãos de defesa do meio ambiente, voltado para o combate aos incêndios e queimadas vem apresentando resultados significativos no Acre. Prova disso é a queda no índice de atendimento de pacientes com doenças respiratórias, que nesta época de estiagem, lotam o Hospital de Urgência e Emergência de Rio Branco (HUERB). A afirmação sobre a redução é feita pelo próprio diretor da unidade, Marco Aurélio. Segundo ele, o mês de agosto deste ano registrou menos de três mil casos, contra aproximadamente cinco mil atendimentos feitos no mesmo período de 2005. “Isso é um sinal de que a população entendeu o recado e que o trabalho preventivo dos órgãos de proteção do meio ambiente deu certo”, completou. O médico, que também é especialista em pediatra, credita a baixa no número de atendimento ao trabalho preventivo que vem sendo feito nos últimos meses pelos órgãos de defesa dos recursos naturais, ressaltando a participação da Promotoria de Justiça de Meio Ambiente do Ministério Público Estadual (MPE), liderada por Meri Cristina Amaral Gonçalves. “Agradeço o empenho da Promotoria de Meio Ambiente do Ministério Público Estadual no combate às queimadas”, acrescentou. Marco Aurélio lembra que a população tem que se conscientizar que o papel dela é, por vezes, mais importante do que o de qualquer órgão público. “A gente tem que pensar em saúde no sentido de evitar que a doença ocorra, e a população tem que fazer a sua parte. Na medida em que as queimadas diminuíram, houve uma diminuição considerável na estatística do Pronto Socorro”, explicou. Para ele, não adianta alimentar a idéia de que a queima inocente de entulho no fundo do quintal não faz diferença, se for levada em conta uma população de quase 300 mil habitantes ateando fogo quase ao mesmo tempo e no mesmo período. “Na medida que se deixa de queimar, estar-se contribuindo para que o meio ambiente não se polua. Todos têm de estar conscientes que há uma ligação direta entre a proporção de fumaça e o número de doenças respiratórias” assegurou. De acordo com Marco Aurélio, a população já entendeu o “recado”, lembrando ainda que as pessoas que têm uma história prévia de doenças alérgicas respiratórias, como a sinusite e a rinite, sofrem muito mais nessa época, principalmente as crianças e os idosos. “A crianças sofrem porque estão com a sua imunidade em formação e, nesse caso, a fumaça irrita as vias aéreas, diminuindo as defesas locais. “Já o idoso também sofre por estar com a imunidade baixa”. | |
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